bebê tubarão

Faz tempo que ando incomodada com o, digamos assim, vão entre os incisivos central e lateral esquerdo do baby Nick. Ai, gente, não adianta, é mais forte do que eu, quando eu não tenho motivos reais, eu encontro uns surreais pra me preocupar :). Mas é que a distância entre eles era muito grande! Parecia que faltava um dente ali…

Eu, claro, contava e recontava os dentes do pequeno durante a escovação e estavam todos lá, não faltava nenhunzinho. Bom, na verdade faltava….


Ontem enquanto escovava os dentes do Pipoquinha, vi um “carocinho de arroz” bem naquele vãozinho (inho?). Só que o carocinho não saía. Há! Era (é) um dente! Só que um dente extra, ai meu Deus!

E não é que eu estava certa?! Realmente faltava um dente. Ah, gente só podia, né? O espaço era bem grandinho, caramba!

Bom, o fato é que meu bebê tubarão terá em breve 5 dentes entre os caninos superiores, JE-SUS!

Claaaaro que já procurei e li “mil” a respeito. Dizem que é hereditário (ahn?) e que normalmente quando o dente-extra-de-leite cai, não há um permanete pra substituir (ufa!), mas em alguns casos, há!, e aí só cirurgia pra remover.

Pronto, já fiz promessa e botei flores pro Anjinho da Guarda, né? 😛

Mas, oh, mesmo com 21 dentes, tá difícil encontrar um bebê (bebê??) mais fofo-lindo-simpático que este aqui, heim? Hum!

Palavra de mamãe coruja 😉

meu pipoquinha

O tempo passa rápido e meu pipoquinha tá crescendo, deixando de ser um bebê.

Quando eu olho pro Vivi, lindão, esperto, comprido, magrelinho, tagarela e palhaçito, ainda lembro dele “gorduchinho”, dono de pouquíssimas palavras, sério, quase emburrado e bochechudinho. Lembro das suas gracinhas e me emociono ao rever os videos da sua bebezice. Mas ele cresceu…

Ele cresceu, deixou a bebezice no passado e agora vejo seu irmãozinho, meu pipoquinha, seguindo o mesmo caminho.

Em breve ele não caberá mais no meu colo, nem naquele pijaminha que ele tanto gosta. Em breve ele será tão ou mais matraca que o irmão, tão ou mais comprido e magrelinho também. Em breve não será mais meu fofuchinho e abrirá espaço pra chegada de mais um “figurinha” na família.

Quando o Vivi abandonou a bebezice, eu sabia que passaria por isso novamente, sabia que teria um outro bebê, mas agora… quando acabar, acabou mesmo, it’s over, never more! Quando o meu pipoquinha crescer, ficarei para sempre orfã das  gracinhas do meu bebê, do abracinhos de braços curtinhos, da delícia que é vê-lo fazendo comidinha e me alimentando (mnham, mnham?). Ai, como é gostoso. Como eu vou sentir falta.

Sim, há vezes em que eu quase me arrependo por ter dado essa direção meio duvidosa a minha vida, deixando meu lado profissional em stand by, dizendo “vou ali e já volto” e não voltando… mas nessas horas, a realidade bate e eu vejo que mais um pouco e serão as namoradinhas a bater na porta, aí eu penso: trabalhar fora? Não agora! Eu quero mais é sorver essa bebezice até a última gota e ter cada momento, cada gracinha, cada palavrinha nova gravada a ferro e fogo nas minhas recordações pra que eu possa um dia viver dessas doces lembranças.

Mais um ano, ano e meio, e a bebezice do bebezuco acaba, o menorzinho começa a ir pra escola, vira um molequinho, como o irmão virou e eu estou free (buaaaaá) pra voltar a ser a Erica (mais do que mãe). Então, vou mesmo é aproveitar cada momento, cada preguicinha na cama de manhã com o pipoca, cada dia da semana que passo com os meus menininhos, cada vez que desço as escadas sentada com os dois no colo e a gargalhada solta, cada brincadeira de pega-pega em volta da mesa, cada aula de artes com a mamãe, cada momento embaixo do edredon assistindo Elmo com eles… porque esse tempo, ah, esse tempo não volta mais…

Confesso que ando triste, às vezes até choro, vejam vocês, só de pensar que tá acabando essa fase tão gostosa (coisa de doido, eu sei… mas nunca disse que era sã). E sempre que penso nisso, lembro daquela música do Toquinho, “valsa para uma menininha”, que mesmo quando eu era pequenina já me trazia lágrimas aos olhos.

Então, um pouco modificada, aqui vai a triste musiquinha de quem quer ter sempre filhotinhos pequeninos na barra da saia 🙂

(clique aqui pra ouvir)

Menininho do meu coração
Eu só quero você a três palmos do chão.
Menininho não cresça mais não,
Fique pequenininho na minha canção.
Senhorzinho levado, batendo palminha,
Fingindo assustado do bicho-papão.

Menininho, que graça é você,
Uma coisinha assim, começando a viver.
Fique assim, meu amor, sem crescer,
Porque o mundo é ruim, é ruim, e você
Vai sofrer de repente uma desilusão
Porque a vida somente é seu bicho-papão.

Fique assim, fique assim, sempre assim
E se lembre de mim pelas coisas que eu dei.
E também não se esqueça de mim
Quando você souber, enfim,
De tudo que eu guardei.

Blogagem Coletiva das Mães Internacionais – Parabéns pra Você

Esse mês a Blogagem Coletiva do MI é sobre festinhas infantis mundo afora, mas como eu tava doente, de cama e embaixo de um monte de cobertores, perdi o bonde :(. Entretanto, como a língua não cabe na boca, nem as palavras no papel, tão logo comecei a melhorar, deu coceira nos dedos e resolvi blogar. Então bora direto ao assunto, que desse tema eu “gostcho”! 🙂

Okay, todo mundo sabe que adoro fazer eventos em casa, né? E se você está entre esse “todomundo”, também sabe que eu curto fazar as coisas “nus trinquis”, bunitinho, pra inglês ver, italiano provar e francês recomendar – opa, segura a carioca tá modesta hoje rsrr – Ai, gente, deve ser o efeito do antibiótico e do analgésico, só pode 🙂

O fato é que eu me amarro na arte de programar uma festinha (seja ela qual for) e não seria as dos meus pequenos menos trabalhadas (trabalhosas), né não? Então eu faço mesmo, escolho o tema, desenvolvo as imagens, vetorizo, photoshopo, mando imprimir, corto, monto, colo, amarro, faço tudo personalizado: enfeites, convites, lembrancinhas, garrafinhas de água, de suco, banner, bandeirinhas, plaquinhas… E, claro, ainda produzo comidinhas, docinhos, cupcakes e  bolo gostoso (é, porque aqueles bonitos com pasta americana ainda não me atrevi a fazer… melhor assim, vai que eu tomo gosto pela coisa?).  Mas o pior é que quem vê, tem a absoluta certeza que sou uma desocupada, que tenho tempo de sobra e por isso invento moda. Mas não, gente, juro que tempo não me sobra e eu me viro do avesso pra dar conta de tudo. Cada louco com sua loucura…

Bom, mas aqui na Austrália a história não é bem assim… De um modo geral podemos dividir as festinhas de aniversário Aussie em três categorias: Caseira, Ar-livre, Empacotada. Ah, e antes que pedras sejam atiradas em minha direção, aviso: esse post é baseado na minha experiência aqui.

As comemorações Caseira e ao Ar-livre têm o mesmo formato, sendo que a primeira como o nome diz, ocorre em casa, e a segunda fora de casa 🙂 e todas as que fui (isso não inclui às festinhas de brasileiros, tá?) foram bem parecidas, a mesma programação. A criançada chega, se “reconhece”, brinca, aí vem um adulto (normalmente o pai ou a mãe, mas em alguns casos rola um personagem externo) faz a animação da festinha, que dura uns 20 minutos (= 3 ou 4 brincadeiras). Na sequência rola a hora do lanchinho, quando as crianças sentam-se ao longo de uma mesinha na escala infantil, ou no chão mesmo, cada um com seu potinho com as comidinhas básicas de festinha Aussie e juntas, no mesmo momento, fazem seu lanchinho. É isso aí, nada de salgadinhos rolando durante a festa… Aqui cada atividade tem seu momento. Acabado o momento lanche, vem o momento parabéns e, gente, parabéns aqui é cantado sem palmas, bem desanimado – dá quase uma tristeza. No final, após o “hip hip hooray”, rolam umas palminhas e ÊEEE, mas pô, aí já era :). Terminado o parabéns, servem o bolo, e às vezes rola a abertura de presentes. Depois disso, uns 10 minutos de brincadira e aí já sabe, né? Pernas pra que te quero. Cada qual cata os que te pertencem e “passar bem, cê tá me devendo uma!” É, porque aqui se faz, aqui se paga… Se você  convidou meu filho pra festa do seu, ah, eu vou convidar seu filho pra festa do meu, e você vai ter que ir, hahaha.

Já a comemoração Empacotada pode assumir diversos formatos, mas é basicamente o aluguel de um cubículo onde as crianças lancham e cantam o parabéns, só que esse cubículo fica dentro de uma instalação de grandes porporções e pode assumir diversos temas. Tem daqueles “parquinhos”, nem tão “inhos” assim, indoors, sabe? Tipo os que tem em algumas casas de festa no Brasil? Então, vizualiza um daqueles, só que beeem grande e ao invés de um aniversariante por dia, tem 20. É isso… cada qual no seu cubículo, ao mesmo tempo. As crianças adoram! Os adultos suportam. Isso vale também pra piscinas públicas indoors, quadras de esportes… Praticamente qualquer lugar que tenha atividades pra crianças oferece também esse serviço “pacote de aniversário”, onde você paga por criança e o preço varia de acordo com o pacote escolhido, que vai do basicão ao super luxo. O cronograma é basicamente o mesmo: A criançada chega, se reconhece, brinca, lancha, canta parabéns, come bolo, brinca mais um pouco e vai pra casa. O que mais me incomoda é ter a hora certa pra comer. Ai, caramba, deixa a criancada ser feliz, “pega aí o que você quer comer e come… bebe um suquinho e vai brincar!” A criança já tem hora pra comer todo santo dia, não vai morrer se um dia ou outro fizer diferente…. enfim…

De um modo geral todas as comemorações tem uns pontos em comum:

1- tem hora exata pra começar e encerrar (geralmente leva entre 1,5 e 2 horas)

2- o bolo normalmente é sem graça, mas às vezes rola uns cupcakes

3- os salgadinhos são basicamente uns folhados de salsicha bem gordurosos, cheetos daqueles bem laranja, batata chips e o pãozinho tradicional, que eu nunca tinha visto antes de vir pra cá: pão de forma, sem a casca, com manteiga e coberto com granulado colorido – a criançada ama! (eu nunca fiz, nem nunca comi)

4- os docinhos… oi? docinho? ah, tah, na “lollibag” vem uns pirulitos e balinhas

5- a música? onde? nunca ouvi…

6- Os enfeites são inexistentes – quando muito, um balãozinho ou outro… eu disse quando muito!

Mas eu não consigo me enquadrar. Não vou mentir, no nosso primeiro ano aqui, fiz um bolinho no parque (ainda não conhecíamos ninguém tínhamos acabado de chegar) e no ano seguinte, fiz num desses esquemas Empacotados, porque tava com um bebê recém-nascido nos braços – mas apesar disso, fiz convites, lembrancinhas, rótulos de garrafinha, embalagem de crayon, bloquinho-brinde, tudo personalizadíssimo, mesmo na loucura das noites sem dormir. E ano passado pude finalmente fazer uma festinha bacana. Uma não, duas! Uma pra cada qual – detalhe com intervalo de 2 semanas entre elas (um é do dia 22 de setembro e o outro 11 de outubro). Isso pra não falar do aniversário do papai Mauricio que acontece bem entre os dos meninos. Já viu, né? O mês sem dormir 🙂

Mas, essa sou eu – trelelé que só 🙂

Antes de dar tchau, aqui vai o link pras fotos das festinhas do ano passado 😉

Festa do Vivi – 4 aninhos

Festa do Nick – 1 aninho

Almoço surpresa pro Marido – 3.4 (abafa o caso)

Em tempo: Maridinho diz que tudo o que eu faço é pensando nas fotos, que claro, serão impressas e arrumadas em álbuns, que aos poucos vão preenchendo nossa estante – em parte, ele está certo 😉

Ah, e antes que eu me esqueça, se quiser saber mais sobre como são as festinhas infantis mondo afora, é só clicar AQUI 😉