Boas maneiras

Nosso pequeno Nikitito é um grande imitalhão. Por isso, todo cuidado é pouco quando se trata dos exemplos que o big brother fornece.

Mas o bonitinho também imita as coisas boas =)

– Só tosse com a mão na boca;

– Usa sempre o guardanapo durante as refeições;

– Sempre abotoa seu cinto quando está no cadeirão;

– Sempre cata o que espalha (o orgulho da mamãe!), não importa o quão apressado ele esteja.

Uma fofura!

 

“tóbu… iaiá!”

É essa a expressão mais usada pelo filhotinho menor, vive zangando com todo mundo. Conhecido, desconhecido, papai, irmão, mamãe, tio, tia, estranho na rua… ninguém escapa. Ele olha com cara de bravinho, franze a testa, põe a mãozinha pra frente e solta “tóbu… iaiaiá!”, passando rapidamente do sinal de “páre” pro dedinho indo e vindo, com autoridade de quem quer colocar ordem na bagunça. O problema é que às vezes a frase é acompanhada por tapinhas (e, olha, aquela mãozinha gordinha pesa, heim!).

Onde ele aprendeu isso? Na creche, só pode, né? Bom, pelo menos o tóbu= stop, porque o iaiá, also known as “aiaiai” ele certamente aprendeu em casa.

Aliás, se há uma palavra que ele pronuncia com maestria é o NÃO – pronúncia e expressão perfeitas, super em harmonia =).

Quem passa e ouve (e vê!) tem certeza que é uma criança super cerceada, que vive ouvindo nãos, coitado. Só rindo, né? O bichinho é mimado que só. O problema é que apesar da atitude mandona, esse bebezinho é uma fofura, um docinho, um conquistador (na creche ouço isso todo santo dia! Já nem agradeço mais, mando logo um “eu sei” seguido de um sorriso pra não parecer presunçosa).

O que eu sei é que esse jeitinho consquistador faz com que a ceninha brigão seja mais uma de suas gracinhas :). E sabem o que é pior? Ele sabe que é fofo, tenho certeza! Mesmo depois que ele briga, está sempre pronto a dar um beijinho, fazer um carinho, dar um abraço. É um anjinho (bom, o big brother certamente sofre na mãozinha dele, mas sofre um sofrimento merecido, já que o Vivisauro está longe de ser santo e vive torrando o pacote do irmãozinho, porque segundo ele mesmo diz com ar de proprietário “mas ele é MEU irmão!”)

E durma-se com um barulho desses.

Não quer mais? Joga fora!

Na creche as crianças aprendem desde cedo a raspar o restinho da comida do prato no lixo e colocar o pratinho na pia. Muito bem. O problema é a mensagem implícita nesse aprendizado. “Não quero mais, jogo fora”

E isso se aplica a qualquer coisa.

Já encontrei maçã inteira, meia banana, garrafinha de água, chupeta e até escova de dentes.

Obra de quem? Nikisauro, nosso bebê (bebê???) dinossauro  – bom, pelo menos é um dinossauro adestrado 🙂

“lapard”

Alguém arrisca adivinhar o que lapard significa?

Segundo nosso super figura Vivi, lapard é… coração (em inglês, mamãe!)

– Mas se lapard é coração em inglês… o que é heart em português?

O silêncio acompanhado de um sorriso ao mesmo tempo tímido, envergonhado e moleque encerram a questão. Essa é mais uma daquelas palavrinhas inventadas pelo Vivi, como o famoso bilú (presunto), lembram? Pois é, permanece até hoje.

Outra bem popular ultimamente é o /rêitu/ = “hate”. Ex: “mamãe, eu rêitu arrumar minha bagunça sozinho!” E não há maneira de fazê-lo falar em português. Bom, dos males o menor, até porque  “eu odeio” soa muito mais feio do que “eu rêitu” 🙂

Será que o Vivi vai ser daquelas crianças que inventam seu próprio vocabulário? Aguardemos os próximos capítulos 😉

o que eles comem

Meus meninotes comem de tudo (bem, o Vivi só foge do suflê de cenoura e reclama do feijão, apesar de que, uma vez que começa a comer o feijãozinho, raspa o prato e ainda diz que tá gostoso, vai entender!), especialmente durante a semana na hora do almoço nos dias em que ficam em casa. Como papai Mauricio não está em casa, aproveito e faço legumes e verduras refogadas só com alho e cebola, sabe? E eles comem tudinho. Que venha o repolho, o brócolis, a cenoura, a couve, a couve-flor, a abóbora, a abobrinha, qualquer coisa é muito bem vinda, desde que tenha um temperinho gostosinho, eles mandam ver. Sempre deixo meio al dente, cozinho o mínimo possível. O Vivi adora cenoura crua e se deixar come duas inteiras antes do almoço.

Uma coisa que eu nunca tentei foi dar salada verde pra eles. Sei lá, acho que criança não curte salada de alface, rúcula, agrião… só temperada com azeite, vinagre e sal. Bom, eu achava isso, né? Até ontem, quando saímos pra almoçar e o pequenininho caiu dentro da minha salada verde. Sério mesmo, dispensou a crepe e foi com tudo no alface, na rúcula, no espinafre, parecia um cabritinho. Quando não restava mais salada, ele olhou pro potinho de batata e avançou! Na batata? No way! Avançou na cebolinha verdinha que estava sobre o sourcream em cima da batata. Posso com isso?

Mas esse pitoquinho é assim: a gente pede pizza e ele come o tomate, a gente faz lasanha e ele aponta pra fruteira louco por uma tangerina, banana, maçã, ou uvas.

Claro que eles adoram um chocolate, uma carninha, um macarrãozinho, um bom arroz com feijão (o Vivi nem tanto) e também biscoitos recheados (apesar de que, o Nick bem prefere um biscoito Maria). E pra falar a verdade eu não me importo nem um pouquinho que eles comam umas besteirinhas de vez em quando, desde que tenham uma alimentação rica, que comam de tudo o que faz bem. Ah, gente, eu gosto de comer besteira, sou chocólatra assumida, por que cargas d’água iria impedir que meus filhotes comessem também? Obviamente, eu regulo as besteiras, mas proibir não proíbo não. Acho que eles tem mais é que experimentar mesmo. Além do mais, vou reclamar do que? Até agora eles tem sido exemplares no quesito alimentação  – dizem que com o tempo piora. Tomara que não.