saudades

Saudades a gente sente, não tem jeito, mas e quando as crianças começam a sentir saudades também, como é que a gente resolve?

De umas semanas pra cá, os meninos começaram a demonstrar que realmente estão sentindo falta da família no Brasil. O Vivi vive pedindo pra gente dar um pulinho lá, pra encontrar os primos, tios, e vovos. Sem falar que sempre que passa perto do computador, pergunta se tem alguém online pra falar com ele. A gente explica que é complicado, que o fuso atrapalha e tal, mas ele está sempre esperando encontrar o pessoal no skype pelo menos.

Mas o pior é que agora baby Nick é que entrou na fissura por falar com os vovos. Não pode me ver em frente ao computador que corre, aponta pra tela e grita “bobô, bobó”, mas nem sempre tem sucesso, pobrezinho 😦

Ontem consegui que eles falassem com o vovô william e com a priminha Jujú. Foi a alegria da molecada! Nikitito gritava bobô, zuzú! E quando o vovô falava ele imediatamente perguntava “cocó?” (sim, ele lembra da galinha carijó lá do sitio, aquela que ele alimentava a miolo de pão). Um fofo. E conversando com a Jujú? “Tatatatatá?” Ao que a priminha responde na língua dele “tatatá” e faz a alegria do molequinho que às gargalhadas dá sequência à conversação.

Hoje conseguimos novamente falar com a trupe: Vovô William, Vovô Vera, Jujú e Pedrinho (faltou a tia Lalá que estava na faculdade). Foi uma farra só, com direito a dois molequinhos pulando loucamente na cama da mamãe e brincando com a vovó pela webcam. Nessa horas, vendo os filhotes de divertindo com os vovos, mesmo com essa distância louca, me dá um aperto danado no coração por estarmos tão longe. Mas aí, eu olho pela janela e vejo o parquinho aqui em frente cheio de crianças brincando na mais completa segurança e penso: é no Brasil isso não rola, lá eu jamais poderei ficar assistindo meu filho de dentro de casa, lá eles jamais terão essa liberdade. Sem falar das oportunidades, da educação (sem precisar gastar uma fortuna, sabe?), essas coisas de país desenvolvido. E nessas horas eu agradeço a Deus pela oportunidade, peço que Ele olhe sempre pelos que amamos e agradeço também pela internet, que pode não trazer o abraço, mas permite a interação.

Enfim, como não se pode ter tudo nessa vida, fica o recado pra família: vovós, vovôs, titias, titios, priminho, priminhas, apareçam com mais frequência no Skype e façam nossos molequinhos felizes! 🙂

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