A primeira aula de natação

Este sábado levamos os meninos à primeira aula de natação.

Vivi estava eufórico, doidinho pra “nadar”, nem lembrava mais o mal danado que tinha passado na noite e dia anterior (Nick, Vini e eu pegamos um stomach bug desses que assombram as creches).

Foi chegarmos à piscina que nosso molecote não hexitou, sequer olhou pra trás, foi logo descendo os degraus e se aclimatando àquele mundo molhado, morno e azul 🙂 O deixei por conta dos instrutores e ocupei meu  lugar de mãe-babona com a câmera na mão.

Pro outro lado da piscina foi o Nick, nos braços do papai (que havia acabado de chegar do futebol) pra sua primeira aventura aquática oficial. Nikitito é mais dado às torneiras e banheiras do que às piscinas, mas apesar disso (e de algum descontentamento e desconfiança iniciais), passados os primeiros minutinhos, virou pintinho no lixo de tão serelepe, e apesar de, assim à primeira vista, não ficar tão à vontade como o big brother, se divertiu pra valer.

Vivi não é lá muito disciplinado, mas parece um peixinho com os olhinhos abertos de baixo d’água, um fofo! Esse vai aprender rapidinho, senão a nadar, a se virar na piscina. Apesar do estilo distraído, ele fez tudo direitinho e deixou a mamãe toda boba, praticamente levantando os pom-poms e gritando: “Go, Vivi!!!” =D

Bom, mas esta foi apenas a primeira aulinha dos moleques, vamos ver o que nos aguarda nas próximas 😉

 

 

O primeiro corte de cabelo

Ontem levei as crias pra tosar 🙂

Vivi foi aparar as madeixas porque, segundo ele, seu cabelo estava muito longo, quase igual ao da Rapunzel =O|. E estava mesmo precisando tirar um pouco o volume e ajeitar os cachinhos. Sim, sim, sim! Agora ele não só não reclama mais dos cachinhos como se preocupa com eles: “meus cachinhos não vão vão sumir, né, mamãe???”, pergunta preocupado.  “Não, meu filho, a mamãe não deixaria :)” – Yes! A mamãe venceu mais essa batalha 😉

Já baby Nick foi  encarar seu primeiro corte de cabelo. O pobrezinho, assim como o irmão na mesma época, quase não tem cabelo, no entanto o pouco que tem, tá meio sem forma, uns fios longos demais, enfim, uma bagunça, então resolvi antecipar o primeiro corte dos 24 pros quase 19 meses  de vida 🙂

Baby Nick comportou-se muitíssimo bem até a hora de fazer os detalhes finais com a máquina. Acho que o barulho da máquina o irritou um pouquinho e quando juntou isso à choradeira do menino no aviãozinho ao lado, Nikitito ficou bastante estressado, tadinho. Mas no final das contas saí de lá com dois rapazotes fofos de viver com seus novos hair styles. o maiorzinho mantendo seus cachos, agora mais comportados, e o menorzinho meio punk 🙂

 

Tão bonitinho

Ai, gente, tô toda emocionada e o pior é que o motivo é bobo-bobo, mas eu sou uma mãe-boba-e-babona, nunca disse que não era.

Estava ainda agora sentadinha em frente ao computador, tentando fechar um post, quando toca a campainha.

Desci as escadas, abri a porta e não vi uma viva alma. Também pudera, olhei pra frente! Tivesse eu olhado pra baixo, teria de cara visto aquele pingo de gente, usando seu capacete, bonitinho que só, dizendo assim: “O Vinny pode brincar no parque?” Olha, sinceridade, quase apertei aquela criatura minúscula fofa.

Que coisa mais deliciosa (e ao mesmo tempo assustadora) ver um amiguinho-pitoco do seu filho-pitoco à sua porta, o chamando pra brincar.

Bati um papinho com ele, explicando que o Vivi estava no Kinder mas que assim que chegasse ele iria encontrá-lo. Ele agradeceu, montou na sua bike e partiu.

Gente, quase tive um treco. Um misto de emoção porque vocês sabem, né? “a primeira vez a gente nunca esquece” e de medo, porque meu bichinho noutro dia nem falava, era um bebê, meu baby Bô, lembram? E hoje tá aí, com os amigos vindo bater na porta. Daqui a pouco é a namorada… Quê??? Não, nem pensar! Namorada não! Ai, meu Deus, não tô preparada pra perder meu bebê, ops, meu molequinho.

Enfim, foi fofo, emocionante… mas só pra uma mãe-boba-e-babona como eu.

 

Em tempo: Assim que fechei a porta, pensei: putz, devia ter tirado uma foto do Jack – sim, juro, pensei isso, e se tivesse feito, teria uma foto nem tão espontânea, mas super original pra este post. Mas não o fiz, o que por um lado é bom, porque assim o Jack não descobre que eu sou doida de pedra (ufa!) e desiste de ser amigo do Vivi, mas por outro… poxa, vou ter que guardar essa primeira vez só na minha lembrança… em plena era do instagram, damn it…

Semana Santa

Aqui na Austrália a semana Santa começa na sexta e vai até segunda.

Sexta, nada abre. E quando eu digo nada, claro, estou me referindo a shopping, supermercados, academia, cinema, restaurants em geral… Mas como aqui tem uma população não cristã significativa, os desesperados conseguem encontrar mercadinhos abertos aqui e ali – o que aliás foi nossa salvação.

Nosso feriadão foi uma delicia. Amigos de todos os lados. Comida gostosa e muita diversão.

Na sexta, nos reunimos na casa da Lu, pra uma Paella de Páscoa. Delícia de tarde regada a muita sangria e coroada com uma mesa recheada de sobremesas – essas datas comemorativas acabam com qualquer disciplina alimentar! (ainda bem que eu não sou disciplinada mesmo, hahaha)

O Vivi se esbaldou, brincou até não aguentar mais; passou a tarde inteirinha na piscina com os amigos brasuca-australianos que não via há milênios (desde antes de irmos pro Brasil). O bichinho brincou tanto, mas tanto que ficou com os olhos vermelhos. E na casa da tia Lu, o clima é de casa de praia, sabem? Todo mundo a vontade, sem frescurite. Neguinho deita no chão pra tirar um cochilo, anda de biquini, sem camisa, entra e sai, come, bebe, uma festa contínua. A farra é tanta que ninguém vai embora, todo mundo vai ficando, ficando, ficando… até rolar o jantar – tudo deliciosamente improvisado. Gente, é por essas e outras que eu adoro morar aqui. Apesar da família estar longe pra burro, aqui a gente tem amigos tão queridos que curam um pouco a dor da saudade.

Mas a farra do feriado estava apenas começando.

Meus filhotes comeram chocolate como nunca antes visto na história dessa família. Começaram catando ovinhos no jardim da tia Lu na sexta e só foram parar (sim, porque eu tive que dar um basta!) na segunda à noite.

No sábado tratamos de pôr ordem na casa, então as crianças tiveram que se contentar com o parquinho aqui em frente – pô, os moleques também tinham que descansar entre uma farra e outra né? Muito intenso! Sábado foi dia de preparar o tempero do peixe de Páscoa, de fazer o pudim e de dar uma passadinha no Mall, que estava uma loucura. De um modo geral, foi um dia bem tranquilo.

Já no domingo… O almoço foi na casa da tia Ana. Esse grupo não tem tantas crianças – a bem da verdade, até então só tinha as minhas, mas agora ganhamos um reforço com o Noah que acabou de chegar pra alegria do Vivi. Mas apesar de não ter a criançada do outro grupo, tem uns tios loucos por criança. Sério, quando o tio Lu e o tio Renan estão por perto eu até esqueço que tenho filhos :-). Entao já viu, né? Bagunça é apelido.

Outro dia maravilhoso com direito a brincadeira tradicional de Páscoa, troca de  cestas de chocolate e muita risada. O dia se estendeu até umas onze da noite, quando, após termos jantado uma bela picanha, regressamos ao nosso lar.

A segundona que seria pro descanço, acabou sendo fora de casa também, dessa vez informalmente na casa dos Kamimura (aqueles amigos que nos hospedaram, lembram?). Primeiro despachamos os moleques lá pra darmos um pulinho na Ikea, depois voltamos, filamos um rango delicioso e fomos ficando, ficando, ficando… até que finalmente voltamos pra casa, afinal de contas, pode até não parecer, mas a gente tem uma! =)

Vocês devem até estar achando meio estranho que até agora não rolou nenhum evento aqui em casa, né não? Pois é, eu também tô! Mas a casa ainda está tão de pernas pro ar, que tá complicado.

Taí, assim foi nossa turbulenta e deliciosa Semana Santa.

Juro, na véspera do feriadão começar, cheguei a sentir um frio na espinha; como seriam esses dias todos entretendo as crianças? Entretanto devo dizer que foi a piece of cake (fácil e muito gostoso).

Que venha o próximo feriadão!

Vivi e o futebol

Meu mini-Mauricio é um grande fã do papai e, claro, gosta de copiá-lo em quase tudo, entretanto quando o assunto é chutar a bola, Vivisauro não é lá um craque.

Ele até quer jogar bola, mas toda vez que vai com o papai pro parquinho treinar o chute, chuta uma, às vezes duas vezes e pergunta: “a gente pode fazer outra coisa agora?”. Definitivamente o molequinho não tem a malemolência que dizem ter o papai Mauricio (“dizem” porque eu mesmo nunca vi, mas o pessoal aqui jura que o Mauri é bom de bola :))

Pois bem, o fato é que semana passada levamos o pequeno pra uma aulinha experimental de futebol, a convite de um amigo que treina crianças.

Fui toda empolgada, me sentindo A Soccer Mom! Pô, sou mãe de moleques, né? Nada mais justo que eu possa vestir a camisa 😛

Eu tava achando o máximo e tava super esperançosa que vendo outras crianças jogando, o Vivi fosse se animar e dar um gás no chute.

Fato é que não obtivemos êxito e Vivisauro ficou bored, querendo ir embora. Ele não prestava atenção em nada, fazia tudo errado e sem vontade, sabem?

As fotos enganam, porque nelas, até parece que o moleque leva jeito pra coisa, mas a verdade é que se leva, ainda não chegou sua hora. Quem sabe daqui uns dois ou três anos ele se interesse, né?

Até lá, acho que vou investir na natação, porque ô molequinho pra gostar de piscina!

 

Vivi no parquinho

Ai, gente, este é um capítulo à parte em nossa vida aqui.

Vivisauro desde pitoquinho, nunca fui assim uma criança habilidosa, sabem? Só foi aprender a brincar no escorrega quando já tinha bigode  mais de 2 aninhos. Pedalar só aprendeu agora quando estivemos no Brasil, graças ao empenho da tia Lalá, patinete, só o de três rodinhas… mas tudo bem, cada criança tem seu tempo, não é verdade?

Até é, mas o problema é que aqui na região onde estamos morando, todas, eu disse TODAS, as crianças são muito habilidosas, o que faz com que nosso molecote pareça um bobão e muito embora a molecada aqui seja super nice, muito bem educada, às vezes rola um papo assim: “você ainda usa rodinha?? olha, agora eu nao sou seu amigo, mas quando você tirar as rodinhas eu vou ser!”

Gente, não é exagero, é impressionante ver como aqueles pitoquinhos de 4 às vezes 3 anos, pedalam com maestria as suas bikes sem rodinhas, chocante! Aí a gente começou a pensar, caramba, não é possível, a gente tem que treinar o Vivi – e começamos a sair toda a tarde com nosso nem-tão-pequeno pra treinar a pedalada – sim, porque a arte de pedalar já é um desafio pro nosso Vivisauro – ô bichinho preguiçoso!

O fato é que o pobrezinho sai de casa toto-todo com sua bike e não consegue acompanhar os amiguinhos, o que faz com que ele desanime – e se o bichinho desanima de pedalar no nível fácil, tirar as rodinhas só com 20 anos, né? nem pensar!

Foi num fim de tarde, com o sol baixinho – quando a criançada se recolhe – que o marido avistou a meninota (um pouco mais velha que o Vivi), saindo de casa com sua bike (com rodinhas!!!) pra dar uma voltinha solitária, porém tranquila, sem a pressão das super kids ao redor. Eh… acho que vamos ter que fazer amizade com os pais dela e treinar secretamente nossas crias pra que depois, um dia e durante o dia, nossos filhotes possam acompanhar a galera.

Quem sabe faz ao vivo, quem não sabe treina na sombra, pra não esquentar a cabeça 😉