we are here, we are here (kind of half way)

E após longas 36 horas de viagem, chegamos em Melbourne no sábado último, já no fim da tarde. Nossa, que loucura! O que? Tudo!

Loucura ter passado três meses no Brasil. Loucura ter devolvido a casa e deixado todos os nossos pertences num depósito. Loucura voltar pra “casa” após tanto tempo e não ter casa. Loucura ter cancelado nossos celulares. Loucura ter perdido a vaga dos meninos na creche. Loucura ter feito uma cirurgia no Brasil e estar agora cheia de restrições, pra não correr o risco de ter que passar novamente pelo procedimento. Loucura ter economizado uns centos e ter viajado de Aerolíneas e ter pego conexões que não se comunicam. Loucura, loucura, loucura, tudo uma grande loucura!

Mas é assim que a gente aprende, não é mesmo? Errando.

Daqui pra frente, nossas férias no Brasil serão de um mês e não vamos mais entregar a casa, tampouco deixar nossa vida material num depósito. Não vamos também tirar as crianças da creche (o prejuízo de um mês sem ir é menor do que o que se tem sem ter creche na volta). Mas acima de tudo isso, o que certamente não faremos mais é economia porca. Ninguém, eu disse, NINGUÉM, merece fazer com duas crianças (que por sinal são dois anjos nos ares) a viagem que fizemos. É muito sacrificante pros pobrezinhos e pros pais dos pobrezinhos, of course.

Entretanto, a pior parte vem agora: encontrar nossa nova morada. E são tantos poréns, tantas exigências que chega a me dar dor no estômago.

A casa ideal seria uma com quintal pavimentado, 3 quartos (sendo uma suite com walk-in-robes) de tamanho decente, banheiro principal com banheira separada do chuveiro, cozinha novinha com dishwasher (please!), lavabo, área social ampla, planta aberta, garagem dupla com acesso direto à casa e controle remoto, ar condicionado e aquecimento centrais, quarto extra ou estudio e, claro, deveria ser novinha. Coisas como estar num bairro que não precisasse de carro, onde pudesse ir ao mercado a pé, e que a praia estivesse do outro lado do quintal, são luxos dos quais estou abrindo mão e acreditem, estou correndo o sério risco de morder minha língua e ir morar no esquema american life (OMG!). Vamos ver o que a gente consegue no fim das contas.

Mas não vou reclamar muito da vida não, afinal estamos aqui muitíssimo bem instalados, abusando da hospitalidade da tia Flavia e do tio “Ciano” (e do Mingau!), que gentilmente nos cederam dois dos três quartos da casa novinha deles e nos deixaram absolutamente à vontade, como se em nossa casa estivéssemos.  Quando finalmente tivermos nosso teto novo, vamos sentir muita falta dos nossos room mates.

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