parada obrigatória :)

Dia desses fomos fazer nossa tradicional visitinha à casa da Josefa (minha “vodrasta”) e muito embora meu saudoso vô Waldir não esteja mais presente (de corpo) contando seus causos, tivemos uma tarde muito gostosa regada a sucos super especiais e quitutes de primeira, como sempre.

Não vou negar que a princípio senti uma tristeza profunda ao entrar e ver que faltava um pedaço da casa, faltava um abraço… mas logo nos aclimatamos, colocamos o papo em dia e desfrutamos da presença tão querida da Josefa e do Franklin, meu tio (e tio-avô dos meus filhos, vejam vocês!) de 21 aninhos. E, querem saber? Tenho certeza que de muitas formas, meu vô Waldir estava presente em todos os momentos, desta vez apenas como ouvinte das nossas histórias.

feita a cirurgia

Eis que chegou o dia da tão adiada cirurgia e a hérnia que tomava conta da cavidade do meu pobre umbigo foi extraída, sem dó nem piedade, fazendo desaparecer a bolota horrorosa que me acompanhava desde a última gravidez.
O procedimento foi ontem pela manhã (6/01/12) simples e rápido, lembro-me apenas do gosto amargo do “Boa Noite, Cinderela” e após trocar umas palavrinhas com o marido (pedindo que ele não permitisse o uso da sonda),só lembro de acordar já em outro quarto e ainda meio zonza responder, murmurando, à enfermeira que me perguntava se preferia as luzes apagadas.
Caraca, vou te contar, eita pilulinha danada! Maridinho jura que eu troquei palavras com o medico após a cirurgia e que até ri da piada que ele fez sobre ter deixado uma cicatriz em forma de boomerang, conforme previamente combinado, ha! Mas eu, eu não lembro de nadinha. Só voltei a mim lá pelas 4 da tarde quando o marido retornou de uns exames que foi fazer (o próximo da fila é ele, com três micro cirurgias, mas é coisa simples, não se assustem…. Que “férias, hein!”).
E eu que pretendia vir pra casa ainda no mesmo dia, mudei de ideia rapidinho quando percebi que levantar pra fazer xixi não estava sendo assim tão trivial. Levei bem uma hora entre perceber que estava apertadíssima e conseguir fazer o danado do xixi. Só mesmo após o efeito da anestesia ter passado completamente foi que consegui ter controle sobre os músculos necessários à execução da corriqueira tarefa. Nem falar consegui direito, muito estranho.
Enfim, bye-bye, hérnia e welcome boring days. As crianças despachamos pro sítio (ai que saudade!), onde ficarão com vovô, vovó, titia e priminhos, já que seria impossível ter ao meu lado meu carrapatinho (also known as baby Nick) uma vez que não posso de jeito nenhum levantar peso. Alias, só quero ver como vai ser, porque a recomendação é não levantar peso ou fazer qualquer exercício idealmente por 3 longos meses, sendo que embarcamos de volta pra casa em pouco mais de um mês, que tal?
Fora isso, não posso subir escadas e pra deitar, sentar e levantar tenho que apoiar o peso nos braços, nunca no abdômen. Diliça!
Ah sim, claro que o dia hoje amanheceu lin-dís-simo e ao sair da clínica me deparei com uma lagoa cintilante e aquele arzinho matutino do verão carioca que ha muito não sentia. Um presente (de grego, claro), pós check out do hospital. Damn it! A praia ficou cheia hoje e eu não pude sequer ir à piscina. E agora tô aqui entocada no poleiro colocando o rosário de posts em dia, porque amanhã é dia de aproveitar a ausência dos meninos (ai que saudade! – mas acho que já disse isso) e dar um gás na formatação do site. Sim, sim, sim, o HomeSweetener, apesar de um tantinho atrasado, está super de pé! Na verdade não vejo a hora de colocá-lo no ar e por isso mesmo andei dando uma simplificada báaaasica pra pode lançar logo o bendito, deixando pra depois as ramificações planejadas.
 
Em tempo: enquanto aguardávamos pra efetuar o pagamento na recepção, meu querido marinho sabiamente comenta: “estranha essa sua cirurgia, né? Você entra na clínica e sai sem nada, nem um bebê, nem um airbag…”- vale ressaltar que a clínica era especializada em cirurgias plásticas e que eu estava lá assim como peixe fora d’água. Mas não há de ser nada, agora só entro novamente numa fria dessas se for pra sair com meu terceirinho nos braços, ou, who knows, airbags novinhos 😉

quase dois meses na terrinha

É, gente, tudo na vida tem um limite, inclusive o tempo fora de casa, da rotina, de ter as rédeas da vida em nossas mãos. Sinto falta de chegar em casa, de cozinhar, de ir ao Mercado, de colocar as crianças pra dormir no quartinho delas, de organizar meus eventos, de trabalhar no meu projeto, de ter o controle da situação.  Infelizmente acho que dessa vez exageramos e agimos no impulso quando decidimos passar 3 meses fora de casa. Três meses é muito tempo, muito mesmo! E por mais que estejamos aproveitando bastante, chega um momento que a falta que se sente de casa, do nosso bom e velho dia-a-dia é tão grande, que começa um conflito interno entre querer voltar e saber que vai morrer de saudade do tempo que passamos aqui. É dose!
Confesso que neste exato momento, meu descontentamento maior é por conta do comportamento irritantemente mimado do meu filhote maior que anda passando dos limites diariamente. Vivisauro anda atacadíssimo, a ponto de gritar “eu quero isso agora!!!”ou então “não quero comer isso porque é eca”  e chega ao ponto se debulhar em lágrimas porque não quer engolir o suflê de cenoura “eca”. O problema foi que desde que chegamos aqui, fui afrouxando as rédeas e o bonitinho, quando tem plateia faz um show daqueles caprichados, de deixar qualquer garoto mimado no chinelinho. Nessas horas eu penso: se estivéssemos em casa, isso não estaria acontecendo. Mas fazer o que? É muito difícil manter o controle quando a vida está assim tão solta, e criança, vocês sabem, precisa de regras, limites e isso anda em falta por aqui e é por essas e outras que we miss home. Sim, “we!”, até mesmo o Vivi, apesar de todas as vantagens e regalias, tem me perguntado diariamente: “mamãe, a gente pode voltar pra Austrália hoje?” – ele morre de saudades da nossa casa, da creche, dos amiguinhos e claro dos brinquedos que o estão esperando lá na terra do cangurú (o que me faz lembrar que o Papai Noel Australiano prometeu entregar uma bicicleta e uma scooter na casa nova, OMG!)

brasil engorda?

Cheguei aqui no Brasil magrinha magrinha. Tão magrinha que queria mesmo ganhar uns dois quilinhos pra me sentir melhor, mas confesso que não nutria grande esperança, já que nunca ganhei peso em férias no Brasil. Mas dessa vez foi/está sendo (?) diferente.
Na minha opinião, Brasil não engorda, mas vir ao Brasil e passar mais que um mês e meio pode engordar sim, ainda mais se for regado a jantares maravilhosos, daqueles que se come rezando – e como dizem por aí, pela manhã deve-se comer como um rei, no almoço como um príncipe e no jantar como um pedinte.
Eu, que sou apreciadora de uma boa gastronomia, tenho que dizer que temos tido experiências fantásticas em nossos jantares e aí, meus amigos, sabem como é né? A circunferência abdominal dá uma aumentadinha básica, né? Graças a Deus, não ao ponto de perder roupa, ou melhor, de recuperar roupa, já que antes de chegar aqui havia perdido muitas delas, mas ainda assim, após quase dois meses na Terrinha preciso confessor: Brasil engorda. O pior é que ainda falta 1 mês!