Vivisauro também se transforma

Assim como baby Nick, Vivisauro também anda sofrendo transformações – umas nem tão desejáveis entretanto.
Aos 4 anos e 2 meses, eis que finalmente, a custa de muita dedicação da tia Lalá, Vivisauro aprendeu a pedalar. Finalmente nosso nem tão pequeno pedala triciclo e bicicleta (com rodinhas, obviamente) e muito embora não apresente a naturalidade do seu priminho Pedrinho (de 2 anos e meio que desde bem cedo não só pedala, mas manobra com invejável desenvoltura), já me deixou senão orgulhosa, mais tranquila com relação ao seu desenvolvimento motor. Não espero que meu filhote seja super coordenado, só quero o básico.
Fora o avanço nas habilidades (ahn?) motoras do meu maiorzinho, Vivisauro anda também desenvolvendo outras habilidades e deixando a mamãe toda toda. Sua memoria continua brilhante e assustadora, não há o que escape da cabecinha desse molequinho, portanto vale o aviso: nunca diga a ele nada que você não quer que seja lembrado, porque nada escapa! Só pra ilustrar o caso clinico, logo quando chegamos na casa da vovó Vera, Vivi que não aparecia por aqui havia 3 anos, desde que tinha meros 13 meses, vira-se pro vovô William e solta essa: “Vovô, você me dá aquele docinho que você me dava quando eu era bem pequenininho?” Meu pai, achando que se tratava de um doce de leite, foi providenciar, mas antes que completasse a tarefa, Vivi complete: “Não, aquele que fica naquele armário ali…” , disse apontando pro armário. Foi quando meu pai me contou (confessou!) que costumava dar um torrãozinho de açúcar pro Vivi, então baby, vez por outra. Peraí, como assim? Torrãozinho de açúcar, vovô William??? Peraí 2, como é que ele lembrava disso?? Incrível!
Vivi tá naquela fase de Super Hero e noutro dia me disse com uma voz quase de choro: “mamãe, eu não sou um Super hero porque eu não tenho super poder nenhum 😦” Ao que respondi: “como assim??? Você tem uma SUPER memoria!!” E ele feliz da vida, pulou, colocou as mãozinhas pro alto e gritou: “sim!!!! Aí eu posso prender todos os malvados!!!!”
Tirando a memoria fantástica, meu molequinho também é dono de uma perspicácia ímpar, pra não mencionar o ar de comédia de suas tiradas. E a criatividade?? Vive inventando versões das brincadeiras, personaliza toda e qualquer atividade, dá sempre o toque Vivi, o orgulho da mamãe.
Por outro lado, como nem tudo são flores, Vivisauro anda mimado que só. Mas também pudera, ele tá feito pinto no lixo e onde quer que esteja, tem uma legião de priminhos pra brincar com ele, de tios e vovós pra dar atenção, correr atrás, fazer suas vontades e rir das suas graças e o resultado é um molequinho que não sabe mais brincar sozinho e pior, que acha que todas as suas vontades tem que ser feitas na hora – na hora não, antes fosse!, no segundo. E o drama? Nossa Senhora! O drama que ele faz quando é contrariado é impressionante. Chora com se tivesse sido atacado, com direito a uma enxurrada de lágrimas e frases de derreter o coração de qualquer desavisado que passa. Nessas horas só penso que precisamos começar um período de desintoxicação pra que ele vá aos poucos voltando à realidade e não sofra um choque quando regressar à nossa vida na Austrália, porque não tenham dúvida, o controle voltará!
Agora, o que mais tem me irritado no comportamento do Vivi é uma mania horrível de dizer “é meu, só meu” e a frase vale pra objetos, bichos e pessoas. Tá num tal de não querer dividir que vou te contar, tá irreconhecível. Chegou ao ponto de, na manhã de Natal, andar abraçado com todos os brinquedos que conseguia conter, pra não correr o risco das primas pegarem algum. Um horror!
Mas aos poucos ele vai voltando ao normal – a base, claro, de muita explicação e muita persistência, porque ninguém merece ter um filhote egoísta.

O que eu sei, gente, é que por mais que seja muito bom  estar aqui pertinho da família, sentimos muita falta da nossa casinha, da nossa rotina, muita falta de tocar nossa vida (até o Vivi que anda tendo vida de imperador, diz que vai sentir falta daqui, mas que quer voltar pra Austrália). Isso porque ainda faltam 40 dias pra voltarmos pra casa – sim, aquela que não existe fisicamente, já que tudo o que nos pertence está num depósito em Melbourne. Aff…



 

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