bebezuco e suas transformações

Como a gente bem sabe, um mês na vida de um bebê é tempo pra caramba, dá pra aprender muita coisa, mudar a fisionomia, falar as primeiras palavras, aprender novos truques, gracinhas, dancinhas, é tempo suficiente pra se tornar uma criaturinha pirracentinha e ao mesmo tempo encantadora.
Baby Nick não é diferente. Em pouco mais de um mês na terrinha a diferença é gritante. Bebezuco transformou-se no beijoqueiro de plantão – é um tal de dar beijos estalados e abraços beeeeeem apertados que eu vou te contar, um sucesso! O mais interessante é ver que a compreensão dele é fantástica porque muitas vezes esse espetáculo de beijos e abraços ocorre logo após ele fazer alguma coisa errada, como um pedido automático de desculpas, como quem diz “tá, eu errei, mas olha como eu sou fofo”. E é mesmo, um poço de fofura.
Ás vezes, quando é contrariado, nosso bebezinho, o encrenqueirinho de plantão larga a mão em quem o contrariou, ou joga em direção ao contrariador o que quer que esteja em sua mão, ou morde, ou dá um daqueles caprichados beliscões, mas em seguida distribui os tais beijos estalados e abraços apertados e segue a vida. O pequeno é tão danado que muitas vezes, quando está prestes a dar um tabefe no irmão, me dá uma olhadinha assim de rabo de olho e transforma o que seria um tapa num carinho daqueles que bagunçam o cabelo do acarinhado. Um sem vergonha.
Outra coisa muito engraçada é ver sua reação ao ralharem com ele. “Nananão, Nick, pára com isso!” Ao ouvir qualquer repreensão o bonitinho escolhe sua ação, que depende claramente de quem brigou com ele: ou finge que não é com ele e segue a fazer sua arte, ou pára, fica de cócoras encosta a cabeça no chão e chora um choro de uma mágoa profunda a ponto de soluçar.
Nikitito é o bebê-alegria, vive esbanjando sorrisos, espalha simpatia, mas é também, vejam vocês, muito tímido e quando vê pela primeira vez uma pessoa, abaixa o rosto envergonhado, vira o pezinho como um personagem de desenho animado, uma fofura de ver.
Fora isso, bebezuco também sabe dizer não direitinho e balança a cabeça com força total quando não quer alguma coisa. Também gosta de virar a cara pras pessoas, às vezes pra fazer charme, outras pra fugir do assédio mesmo.
Baby Nick adora cantarolar e tem uma canção pra cada ocasião, são várias melodias, tem pra hora de comer, pra hora que vai dormir (inclusive, quando ele quer que eu cante, sempre dá a deixa “naaaaananananaaa”), pra quando está brincando, pra quando está agarrado aos cabelos (sim, como o irmão, ele adora cabelo!). É bom também de imitações, imita o gato sacudindo a cabecinha, o cachorro com a língua de fora, faz brrrrrr e até indiozinho. A-do-ra bichos! No sítio ele vive encantado pela gatinha, pelos cachorros Rubinho e Mabel e, pasmem,  pelas galinhas, sua categoria predileta. Não pode ver uma cocó que fica doido, quer ir atrás e não tem medo de ser bicado não, um perigo! Recentemente se encantou também pelos beija-flores.
Meu nem-tão-pequeno é um bichinho altamente genioso, tudo tem que ser do seu jeito senão cria um banzé daqueles. Tem várias manias e diria que a principal delas é andar com uma ou duas colheres na mão. Tem dias que ele dorme e acorda com a colher na mão e passa o dia inteiro assim, não larga nem pra fralda, nem pro banho – o pai dele diz que é pra poder reivindicar comida com mais facilidade e eu até acredito porque, minhanossasenhora, esse bichinho come, hein! Em nossa primeira semana aqui, ele parava perto da fruteira e comia de 6 a 7 bananas de uma tacada só, assim uma atrás da outra. Outra coisa que se deixar come a dúzia é o tal do Danoninho. Dá até medo de ver.
A hora do banho não tem sido mais tão tranquila como costumava ser e não há santo que o faça sentar na banheirinha, mas se anima todo se num dia quente for levado pra piscina ou mesmo pra um bom banho de tanque! Mas banho mesmo, com sabonete e shampoo, tem sido resolvido no chuveiro, no colo da mamãe. Tenso.
Só pra encerrar o balanço das transformações do Bebezuco neste último mês, diria que sem sombra de dúvida, ele é muito diferente do Vivi com a mesma idade – como pode ser tão diferente! Enquanto Vivisauro era emburradinho (como a mãe e o pai quando bebês), Nikitito é só simpatia.  Enquanto Vivisauro tinha uma preferência clara por colos masculinos, bebezuco é o oposto absoluto e os únicos que escapam da regra são o papai e o vovô William. Nikitito interage lindamente com os primos, dança, ri, roda-roda, bate o pé, se joga no chão, só falta dar cambalhota 🙂, sem falar que monta lego e se interessa por todo tipo de brinquedos, enquanto o Vivi só foi se interessar por interagir com outras crianças ou por fazer uso de seus brinquedos muito tempo depois.
Mas é assim, né? Mesmos pais, mesma criação e pessoas completamente diferentes. Fico imaginando como seria o terceirinho…

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