adeus ano velho

Aqui estou eu no ultimo dia do ano, tirando uma folguinha enquanto bebezuco dorme e tentando colocar o assunto em dia. A quantidade de posts é grande, mas nada absurdo após quase 3 meses sem dar as caras, né? Mas minha promessa de Ano Novo é que os posts serão semanais e não virão mais assim em enxurrada após a seca. Outra promessa é que teremos um endereço novo, um layout novo. Ano Novo, cara nova, ops, casa nova (real e virtual). Após 7 anos blogando em diferentes endereços virtuais, vamos finalmente comprar nosso domínio – já que ainda vamos demorar um pouquinho pra comprar nossa casinha real, vou realizar o sonho da casa própria no mundo virtual. Então anotem aí, em 2012 nosso blog vai mudar um tantinho, mas enquanto isso não acontece, continuamos por aqui. Pros meus leitores desejo um 2012 de amor, conquistas, muito dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender 😉

tia K e tio Ricardo


Só pra não perder o costume, uma notinha sobre o ultimo encontro do ano: Tia K e tio Ricardo vieram lá dos EUA passar as fe
stas de fim de ano aqui no Rio e fizeram um pit stop aqui pra nos ver (após um ano inteirinho), que delicia foi reencontrá-los. Eles que fizeram parte do nosso dia-a-dia em nosso primeiro ano de Austrália (ano e meio na verdade) e que marcaram presença lá em casa e aqui no blog, nos deram o prazer de um dia juntos. Colocamos o papo em dia, almoçamos e tia K ainda brincou feito criança com os meninos – sim, porque não basta ser tia eleita, tem que participar e tia K participa mesmo: tira o salto e corre descalça no parquinho, uma beleza!
Esses eu tenho certeza, só passaram pela Austrália pra cruzar nosso caminho e virar parte de nossas vidas. Tem amizades – mas somente as verdadeiras – que são assim, vem pra ficar e a tia K e o tio Ricardo são desse grupo de amigos que fizemos pelo meio do caminho que valem ouro.

Deixo aqui o registro da visita deles e o desejo de não levar mais um ano pra revê-los.

bebezuco e suas transformações

Como a gente bem sabe, um mês na vida de um bebê é tempo pra caramba, dá pra aprender muita coisa, mudar a fisionomia, falar as primeiras palavras, aprender novos truques, gracinhas, dancinhas, é tempo suficiente pra se tornar uma criaturinha pirracentinha e ao mesmo tempo encantadora.
Baby Nick não é diferente. Em pouco mais de um mês na terrinha a diferença é gritante. Bebezuco transformou-se no beijoqueiro de plantão – é um tal de dar beijos estalados e abraços beeeeeem apertados que eu vou te contar, um sucesso! O mais interessante é ver que a compreensão dele é fantástica porque muitas vezes esse espetáculo de beijos e abraços ocorre logo após ele fazer alguma coisa errada, como um pedido automático de desculpas, como quem diz “tá, eu errei, mas olha como eu sou fofo”. E é mesmo, um poço de fofura.
Ás vezes, quando é contrariado, nosso bebezinho, o encrenqueirinho de plantão larga a mão em quem o contrariou, ou joga em direção ao contrariador o que quer que esteja em sua mão, ou morde, ou dá um daqueles caprichados beliscões, mas em seguida distribui os tais beijos estalados e abraços apertados e segue a vida. O pequeno é tão danado que muitas vezes, quando está prestes a dar um tabefe no irmão, me dá uma olhadinha assim de rabo de olho e transforma o que seria um tapa num carinho daqueles que bagunçam o cabelo do acarinhado. Um sem vergonha.
Outra coisa muito engraçada é ver sua reação ao ralharem com ele. “Nananão, Nick, pára com isso!” Ao ouvir qualquer repreensão o bonitinho escolhe sua ação, que depende claramente de quem brigou com ele: ou finge que não é com ele e segue a fazer sua arte, ou pára, fica de cócoras encosta a cabeça no chão e chora um choro de uma mágoa profunda a ponto de soluçar.
Nikitito é o bebê-alegria, vive esbanjando sorrisos, espalha simpatia, mas é também, vejam vocês, muito tímido e quando vê pela primeira vez uma pessoa, abaixa o rosto envergonhado, vira o pezinho como um personagem de desenho animado, uma fofura de ver.
Fora isso, bebezuco também sabe dizer não direitinho e balança a cabeça com força total quando não quer alguma coisa. Também gosta de virar a cara pras pessoas, às vezes pra fazer charme, outras pra fugir do assédio mesmo.
Baby Nick adora cantarolar e tem uma canção pra cada ocasião, são várias melodias, tem pra hora de comer, pra hora que vai dormir (inclusive, quando ele quer que eu cante, sempre dá a deixa “naaaaananananaaa”), pra quando está brincando, pra quando está agarrado aos cabelos (sim, como o irmão, ele adora cabelo!). É bom também de imitações, imita o gato sacudindo a cabecinha, o cachorro com a língua de fora, faz brrrrrr e até indiozinho. A-do-ra bichos! No sítio ele vive encantado pela gatinha, pelos cachorros Rubinho e Mabel e, pasmem,  pelas galinhas, sua categoria predileta. Não pode ver uma cocó que fica doido, quer ir atrás e não tem medo de ser bicado não, um perigo! Recentemente se encantou também pelos beija-flores.
Meu nem-tão-pequeno é um bichinho altamente genioso, tudo tem que ser do seu jeito senão cria um banzé daqueles. Tem várias manias e diria que a principal delas é andar com uma ou duas colheres na mão. Tem dias que ele dorme e acorda com a colher na mão e passa o dia inteiro assim, não larga nem pra fralda, nem pro banho – o pai dele diz que é pra poder reivindicar comida com mais facilidade e eu até acredito porque, minhanossasenhora, esse bichinho come, hein! Em nossa primeira semana aqui, ele parava perto da fruteira e comia de 6 a 7 bananas de uma tacada só, assim uma atrás da outra. Outra coisa que se deixar come a dúzia é o tal do Danoninho. Dá até medo de ver.
A hora do banho não tem sido mais tão tranquila como costumava ser e não há santo que o faça sentar na banheirinha, mas se anima todo se num dia quente for levado pra piscina ou mesmo pra um bom banho de tanque! Mas banho mesmo, com sabonete e shampoo, tem sido resolvido no chuveiro, no colo da mamãe. Tenso.
Só pra encerrar o balanço das transformações do Bebezuco neste último mês, diria que sem sombra de dúvida, ele é muito diferente do Vivi com a mesma idade – como pode ser tão diferente! Enquanto Vivisauro era emburradinho (como a mãe e o pai quando bebês), Nikitito é só simpatia.  Enquanto Vivisauro tinha uma preferência clara por colos masculinos, bebezuco é o oposto absoluto e os únicos que escapam da regra são o papai e o vovô William. Nikitito interage lindamente com os primos, dança, ri, roda-roda, bate o pé, se joga no chão, só falta dar cambalhota 🙂, sem falar que monta lego e se interessa por todo tipo de brinquedos, enquanto o Vivi só foi se interessar por interagir com outras crianças ou por fazer uso de seus brinquedos muito tempo depois.
Mas é assim, né? Mesmos pais, mesma criação e pessoas completamente diferentes. Fico imaginando como seria o terceirinho…

Vivisauro também se transforma

Assim como baby Nick, Vivisauro também anda sofrendo transformações – umas nem tão desejáveis entretanto.
Aos 4 anos e 2 meses, eis que finalmente, a custa de muita dedicação da tia Lalá, Vivisauro aprendeu a pedalar. Finalmente nosso nem tão pequeno pedala triciclo e bicicleta (com rodinhas, obviamente) e muito embora não apresente a naturalidade do seu priminho Pedrinho (de 2 anos e meio que desde bem cedo não só pedala, mas manobra com invejável desenvoltura), já me deixou senão orgulhosa, mais tranquila com relação ao seu desenvolvimento motor. Não espero que meu filhote seja super coordenado, só quero o básico.
Fora o avanço nas habilidades (ahn?) motoras do meu maiorzinho, Vivisauro anda também desenvolvendo outras habilidades e deixando a mamãe toda toda. Sua memoria continua brilhante e assustadora, não há o que escape da cabecinha desse molequinho, portanto vale o aviso: nunca diga a ele nada que você não quer que seja lembrado, porque nada escapa! Só pra ilustrar o caso clinico, logo quando chegamos na casa da vovó Vera, Vivi que não aparecia por aqui havia 3 anos, desde que tinha meros 13 meses, vira-se pro vovô William e solta essa: “Vovô, você me dá aquele docinho que você me dava quando eu era bem pequenininho?” Meu pai, achando que se tratava de um doce de leite, foi providenciar, mas antes que completasse a tarefa, Vivi complete: “Não, aquele que fica naquele armário ali…” , disse apontando pro armário. Foi quando meu pai me contou (confessou!) que costumava dar um torrãozinho de açúcar pro Vivi, então baby, vez por outra. Peraí, como assim? Torrãozinho de açúcar, vovô William??? Peraí 2, como é que ele lembrava disso?? Incrível!
Vivi tá naquela fase de Super Hero e noutro dia me disse com uma voz quase de choro: “mamãe, eu não sou um Super hero porque eu não tenho super poder nenhum 😦” Ao que respondi: “como assim??? Você tem uma SUPER memoria!!” E ele feliz da vida, pulou, colocou as mãozinhas pro alto e gritou: “sim!!!! Aí eu posso prender todos os malvados!!!!”
Tirando a memoria fantástica, meu molequinho também é dono de uma perspicácia ímpar, pra não mencionar o ar de comédia de suas tiradas. E a criatividade?? Vive inventando versões das brincadeiras, personaliza toda e qualquer atividade, dá sempre o toque Vivi, o orgulho da mamãe.
Por outro lado, como nem tudo são flores, Vivisauro anda mimado que só. Mas também pudera, ele tá feito pinto no lixo e onde quer que esteja, tem uma legião de priminhos pra brincar com ele, de tios e vovós pra dar atenção, correr atrás, fazer suas vontades e rir das suas graças e o resultado é um molequinho que não sabe mais brincar sozinho e pior, que acha que todas as suas vontades tem que ser feitas na hora – na hora não, antes fosse!, no segundo. E o drama? Nossa Senhora! O drama que ele faz quando é contrariado é impressionante. Chora com se tivesse sido atacado, com direito a uma enxurrada de lágrimas e frases de derreter o coração de qualquer desavisado que passa. Nessas horas só penso que precisamos começar um período de desintoxicação pra que ele vá aos poucos voltando à realidade e não sofra um choque quando regressar à nossa vida na Austrália, porque não tenham dúvida, o controle voltará!
Agora, o que mais tem me irritado no comportamento do Vivi é uma mania horrível de dizer “é meu, só meu” e a frase vale pra objetos, bichos e pessoas. Tá num tal de não querer dividir que vou te contar, tá irreconhecível. Chegou ao ponto de, na manhã de Natal, andar abraçado com todos os brinquedos que conseguia conter, pra não correr o risco das primas pegarem algum. Um horror!
Mas aos poucos ele vai voltando ao normal – a base, claro, de muita explicação e muita persistência, porque ninguém merece ter um filhote egoísta.

O que eu sei, gente, é que por mais que seja muito bom  estar aqui pertinho da família, sentimos muita falta da nossa casinha, da nossa rotina, muita falta de tocar nossa vida (até o Vivi que anda tendo vida de imperador, diz que vai sentir falta daqui, mas que quer voltar pra Austrália). Isso porque ainda faltam 40 dias pra voltarmos pra casa – sim, aquela que não existe fisicamente, já que tudo o que nos pertence está num depósito em Melbourne. Aff…



 

notinha sobre o natal

Nosso Natal foi em família, véspera nos vovós paternos e 25 nos vovós maternos, mas por mais que sempre seja maravilhoso estar com a família, gostaria muito de poder reunir os dois lados na minha própria casa. Não sei se deu pra notar, mas eu sou uma anfitriã nata. Simplesmente amo receber as pessoas na minha casinha e adoraria poder sediar um Natal pra nossas famílias. Neste ano senti muita falta de montar a minha árvore, de preparar os meus quitutes, de personalizar as lembrancinhas de Natal, de organizar o amigo oculto, de colocar os nomezinhos de cada um nos guardanapos, de reunir as pessoas ao redor da mesa… Mas não há de ser nada, ainda vai chegar o dia em que conseguiremos reunir nossas famílias e sediar o Natal. Enquanto isso, vou treinando com os amigos, porque 2012 o Natal tem que ser lá em casa! 😉

finalmente, búzios!

Chegamos lá na quarta e voltamos na Sexta. Quase três dias sem as crianças o que foi um misto de delicia e tristeza. Não ter hora pra dormir ou acordar, poder comer sem ninguém em cima de mim ou fazendo pirraça, pode andar no meu ritmo e não ter que me preocupar com nada que não fosse o meu próprio bem estar não teve preço. Mentira! Teve sim.
A verdade é que eu sofro com a ausência dos meus meninos e sofro mais ainda quando vejo outros famílias passeando unidas. Sinto uma falta cortante das minhas crias e em Búzios, além da falta, me senti super culpada porque tenho certeza que eles iriam amar brincar na Azedinha. Mas como eu sempre digo, não dá pra ter tudo – pelo menos não ao mesmo tempo – e desta vez escolhemos ter um micro tempinho a dois, coisa que não acontecia havia pelo menos uns 3 anos, quando por dois dias demos nossa fugidinha a Búzios, da última vez que estivemos no Brasil.

Nossa escapada foi ótima, revigorante e deixou um gostinho de quero mais – quem sabe ainda rola de voltarmos lá pelo fim de janeiro (isso se eu não surtar e decidir adiantar nossas passagens, claro).

homesweetener – vai pro ar ou não vai?

Como já contei, desde que chegamos ainda não consegui me organizar pra trabalhar no projeto 2012, mas sempre que tenho uma brechinha no meu dia, sempre que os meninos tiram um cochilo ao mesmo tempo (ahn?), consigo pensar um pouquinho sobre a estrutura do site, suas ramificações, funções e ajustar minhas expectativas com relação a ele. Ultimamente tenho contado com o suporte do maridinho, que além de ter desencalhado uma senhora baleia que atravancava o fluxo da programação, também tem servido pra discutir pontos e clarear ideias, o que já é um adianto. Por hora, sabemos que o HomeSweetener terá ramificações, o que tornará o site mais interativo e diversificado – não vejo a hora de colocá-lo no ar, uma pena que me falte tempo pra trabalhar… Essas férias no Brasil estão sendo mais cansativas do que o dia-a-dia em Melbourne, acreditem. Mas não ha de ser nada, daqui a pouco eu dou um gás e entro no ar. Aguardem 😉