melbourne-rio

Nossa, que viagem! Ir de Melbourne ao Rio com um molequinho e um bebezuquinho é uma aventura e tanto.
Perdi a conta de quantas horas levamos nessa aventura, mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos e chegamos sãos e salvos à Cidade Maravilhosa na madrugada de 10 pra 11 de novembro.
Vou te contar, o que mata nesse percurso é o tempo de espera entre um voo e outro – e o estresse quando não há tempo de espera. Sim, a parte dentro do avião com um bebê sassariquento é o de menos!
Antes de embarcarmos a aventura ficou por conta do check-in , porque, gentem, ninguém merece o bolo de passaportes que esta família carrega. O Vivi com o americano e brasileiro, o Nick com o australiano e o brasileiro, e eu e o Mauri com dois cada por conta dos vistos que estão nos passaportes vencidos, afff… Como o maridinho diz, fazer o nosso check in é a prova final do funcionário J. E isso leva uma vida inteirinha. Quando acaba, normalmente a gente tem que voar pra área de embarque – mas até aí, tudo bem, contanto que o avião ainda esteja lá, a gente não tem do que reclamar, porque pior do que o estresse de um check in demorado, só mesmo a derrota que é ficar esperando horas e horas por um avião que atrasou e ter que ficar correndo atrás de um bebê e tentando entreter um molequinho entediado, que sai perturbando os outros passageiros em busca de distração: “qual é o seu nome? Onde você mora? “Nem todo mundo acha fofo esse estilo “talk to me”.
Mas o estresse maior da viagem e o que na minha opinião estragou completamente as infinitas horas entre Melbourne e Rio foi a descoberta que fiz quando estava prestes a passar com o laptop pela esteira do raio x em Nova Zelândia. No momento em que retirei o laptop da maleta, vi minha memoria SD dobrada ao meio e o pânico tomou conta de mim – mal sabia eu que o pior ainda estava por vir.
Super tensa, comecei a procurar onde sentar pra checar se a memoria ainda, por algum milagre funcionava, mas logo constatei que havia perdido tudo, tudinho mesmo, porque com a correria enorme que foi nosso ultimo mês em Melbourne, não tive oportunidade de passar as fotos pro computador, nem pro HD externo. Perdi, lamentavelmente, TODAS as fotos do aniversário do Vivi. E olhem que eu havia tirado fotos de cada detalhe, cada pedacinho que eu produzi. Tudo perdido e eu devastada porque meu filhote não teria as recordações do seu aniversário de 4 anos, a festa do Super Vivi.
Num momento de esperança tola, cheguei a pensar que pudesse ter salvo algumas fotos no HD externo, então saí em busca de uma tomada, um adaptador… mas a correria e o desespero só serviram pra me deixar ainda mais arrasada porque simplesmente o HD externo não dava sinal de vida, nada acendia, o computador não reconhecia. Resultado: um ano inteirinho de fotos perdidas (porque ainda não havia mandado imprimir as fotos de 2011), sem falar de todos os filminhos das crianças. Olha, vocês podem até achar exagero meu, mas a tristeza que eu senti foi tão grande que dali em diante não conseguia pensar em mais nada, nada me animava. E assim o trecho Nova Zelândia – Rio foi ainda mais longo.
E a conexão em Buenos Aires que a gente quase perde??? Gente, a lei de Murphy tava com a gente o tempo todo, parecia uma praga. Chegando a Buenos Aires precisamos retirar a bagagem e despachar novamente no mesmo aeroporto (coisas que acontecem com quem compra a passagem mais barata!) e isso, agregado ao tempo na imigração, levou senão uma vida inteira, tempo suficiente pra termos que sair correndo. O Mauri foi na frente levando a metade das malas e eu fui atrás levando a outra metade (tínhamos ao todo 6 malas gigantes e 3 de mão, sem falar das malas sem alça que são as crianças e o carrinho do NickJ) e o pobre do Vivi me ajudou empurrando o irmãozinho no carrinho, o que claro, fazia com que todos parassem pra ver e achar fofo J. Fofo? Não foi nada fofo ficar empacada no meio do caminho com o carrinho de malas quebrado! Sorte minha, os argentines são muito gentis e prestativos. Um rapazinho, controlador do estacionamento, vendo minha situação, veio correndo em meu socorro, pegou um carrinho novo e transferiu minhas malas. Depois de muito custo, reencontramos o papai Mauricio, que por sua vez também arrumou um argentino gente boa que nos ajudou a embarcar no que quase foi um voo perdido.
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos – bem, infelizmente nem todos, minhas fotos perderam-se para todo sempre.
Em tempo: ainda nos primeiro dias aqui, meu pai conseguiu consertar o HD externo o que minimizou bastante meu sofrimento, mas a memoria SD que continha, dentre as mais de 1000 fotos ainda não arquivadas, as fotos do quarto aniversário do Vivi, quebrou exatamente onde passava o circuito, o que tornava impossível sua recuperação. Nota pras próximas vezes: Nunca, jamais deixar pra depois a tarefa de passar as fotos pro computador.

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