Duda (e Dan e Bruninho) – da série: certas coisas não mudam nunca

Ainda em nossas primeiras semanas aqui, reencontrei uma amiga de longa data. Amiga mesmo, daquelas que você pode ficar sem ver, sem falar ou trocar e-mail por muito tempo, mas quando encontra, parece que passou uma semana apenas, sabem? Amiga que eu conheci na alfabetização, que virou best friend no ginásio, que mudou de colégio junto comigo, que andava tão junto que muitos chegavam ao ponto de achar que éramos não apenas irmãs, mas gêmeas! Amiga que muito embora tenha escolhido outra carreira nunca deixou de ser presente. Amiga que foi minha madrinha de casamento e afilhada também, amiga que eu amo de paixão e que mesmo depois que eu saí do país sem data pra voltar, nunquinha desistiu da nossa amizade. Coisa rara. É a Duda, esposa do Dan e mãe do Bruninho, uma pessoa de ouro, daquelas que tem morada eterna no meu coração. Mas chega de rasgar seda, só queria deixar registrado nosso reencontro após esses três anos sem aparecer por aqui e dizer que apesar da saudade gigante, parecia que havia 3 dias que não nos víamos e isso é daquelas coisas impagáveis. Quando eu digo que sou uma pessoa de muita sorte, não é atoa.

A dinda do Vivi – da série: certas coisas não mudam nunca

Logo que chegamos tivemos a sorte de encontrar com nossa boa e velha amiga a tia dinda Gi, que veio lá dos States pra passar uns diazinhos em terras cariocas e nos concedeu a graça de sua companhia.
A Gi foi figurinha fácil em nossas vidas por 4 anos, quando o destino nos mandou de Bloomington pro outro lado do mundo. Ela marcou presença no nosso blog antigo o Um Em Dois, é totalmente da família – daquela família que a gente escolhe a dedo, sabem? É a dinda do Vivi, nosso primogênito.
Passamos um dia fantástico com ela e seus pais, a Aurora e o Roberto, dois fofos e muito queridos. O único problema é que encontros assim, ao mesmo tempo que servem pra matar um pouco das saudades, ao final dão um aperto tão grande no coração que eu chego a ficar triste.
A verdade é que nossa vida itinerante nos dá de presente pessoas fantásticas com uma mão e quando a gente pisca, com a outra mão a vida nos leva pra longe delas. Um saco isso. E a Gi é desses presentes que eu queria sempre juntinho de mim, ao alcance de um abraço. Mas como não podemos ter tudo ao mesmo tempo, só me resta aproveitar cada momento ao máximo e deixar registrado aqui, em nossos álbuns de família, em minhas lembranças e em meu coração.

hip hip hooray, hip hip hooray! Vivisauro is four!

E chegou o grande dia! Vivisauro, que ainda nao havia completado seus 4, teve neste domingo (quem foi que disse que domingo eh dia de descansar, heim, heim?) a comemoracao do seu quarto aniversario. Celebramos em grande estilo, como um Super Hero merece 🙂
Os preparativos tomaram todo o meu tempo livre e ocupado, me renderam dores nas costas de tanto cortar e montar enfeites pras mesas, lolibags, capas e mascaras pros convidados mirins, mas no final valeu super a pena! A criancada se divertiu tanto que dava alegria de ver.
Eu havia planejado algumas brincadeiras com premios e tudo, mas jah no comecinho da festa com a chegada dos primeiros convidados, me toquei “quem eh que precisa de brincadeira planejada tendo capas, mascaras, bolas coloridas espalhadas pelo chao e bolhas de sabao?” Ateh tentamos uma brincadeira, mas acho que as criancas da Australia nao se interessaram muito e outras ateh se assustaram com o estouro dos baloes – coisa de quem nunca assistiu “Xou da Xuxa” I guess :). Entao o jeito foi abrir mao do planejamento e deixar a festa correr solta (os adultos eh que se divertiram estourando as bolas, ou bexigas 🙂 dos outros)
Vivisauro, que andava contando as horas pro mega evento, tirou a barriga da miseria no quesito diversao. Nao parou um segundo, o que alias prejudicou meu planejamento de fotos no photo booth (eu e meus planejamentos a la Monica Geller…), mas tudo bem, o album vai ficar prejudicado, mas a memoria do filhotinho eh tao inacreditavel que nao duvido nadinha que daqui a uns 20 anos ele ainda lembre com detalhes da sua Super Hero Party. O bichinho tem uma memoria tao surreal que eh bom avisar: nao faca nada a ele ou perto dele, que voce nao queira que seja lembrado, porque ele as vezes sai com umas comentarios sobre coisas que aconteceram faz dois anos, sur-re-al! Acho que este eh um dos super poderes desse meu super heroi mirim… Alem eh claro daquelas coisinhas basicas como a capacidade de falar pelos cotovelos, de fazer a mesma pergunta dez vezes sem parar pra respirar, de nunca desistir do que quer ateh conseguir ou ateh ir pro time out, de falar mais alto do que meus ouvidos podem suportar, de insistir em fazer combinacoes/tratos antes de efetuar qualquer tarefa (tudo nessa vida eh uma troca), de falar muito ate dormindo (quando o faz em tres linguas:ingles, portugues e uma terceira ainda nao indentificada), de pedir todos os brinquedos que ve pela frente, especialmente os que aparecem em comerciais na tv…

E se for pra falar de manias, OMG, sao inumeras! Todo dia de creche, por exemplo, eh tambem dia do que ele chama de bolo-moca – comprar um bolinho ou paozinho na padaria da Any (nome que ele deu pra chinesa proprietaria e que ela alegremente aderiu). Ele vive pedindo pra cheirar o “chule” do irmaozinho e adora anunciar pros quatro cantos que o Nick eh seu baby brother. E a mania de procurar o V de Vivi em toda e qualquer palavra? Nao sossega enquanto nao encontra.
Mas isso eh soh uma amostrinha desse meu molequinho fofo e teimoso, que soh vendo de perto pra saber a figura rara que eh. E ja que estamos falando em amostrinhas, aqui vai uma de como foi a festinha dele 🙂
Em tempo: mais uma vez, nada disso teria sido possivel sem a ajuda impagavel do maridinho e dos nossos amigos de plantao e pau pra toda obra Fla, Lu, Ana, Renan, Vivian e Nicolas (o grande). A eles, muito, mas muito obrigada mesmo pela Super Forca!
Em tempo 2: Infelizmente, acreditem, perdi TODAS as fotos da festinha, isso mesmo, todos os registros que fiz do antes, durante e depois foram perdidas por culpa, vejam a ironia, do meu novo e tao almejado macbook pro. Sim, ele mesmo. Na correria da mudanca e da viagem pro Brasil, esqueci a memoria da camera dentro do macbook, soh que o bonitao nao permite a insercao completa do sd, e a consequencia foi a perda total de todas as quase 1000 fotos tiradas no mes de outubro. Outubro vai passar em branco na colecao de albuns de familia :(. Todos os detalhes da festinha foram perdidos e ficarão somente na minha lembrança. Mas pra não dizer que foi tudo completamente perdido, temos uns poucos registros feitos por amigos. Sao fotos e filminho feitos via celular… nao eh nada, nao eh nada, jah eh alguma coisa, neh? Deixo aqui meu muito obrigada pros amigos que conseguiram registrar alguma coisinha.

adaptando

Morar do outro lado do mundo tem seus inconvenientes, o fuso é um dos principais. Além de levar uma vida (e 3 aviões) pra chegarmos ao Rio, ainda leva um tempão pra entrarmos na hora local, ainda mais tendo um molequinho e um bebezuco, pros quais a adaptação é ainda um pouco mais complicada.
Mas antes a adaptação se restringisse apenas ao fuso.
Morando tanto tempo fora, perdemos um pouco do traquejo brasileiro, das manhas cariocas e leva bem umas duas ou três  (ou quarto ou cinco) semanas pra nos enquadrarmos no esquema.  Seja com relação à falta de segurança (que muito embora esteja aparentemente menor, não me deixa sentir completamente à vontade, despreocupada), às calçadas esburacadas (e não estou nem falando da zona norte) ou das placas que anunciam “operação asfalto liso” – como assim, cara-pálida?? Precisa de uma operação?? A obrigação do asfalto não é ser liso??. Mas isso deve ser minha percepção besta de quem saiu do Brasil há quase 8 anos. Deve ser também por causa dessa minha percepção besta que eu fiquei indignada com a aborrecente que acompanhada do pai no cinema, furou, na cara dura, a fila da pipoca, passando a nossa frente sem necessidade nenhuma e sendo endossada pelo pai, que no mínimo deve ter ficado muito orgulhoso da esperteza da criatura. Gente, não estou generalizando, claro que o Brasil não é composto somente por furadores de filas, e óbvio que assim como eu, meu marido, nossas famílias e a maioria dos nossos amigos, tem muita gente educada, que não vive esperando uma oportunidade pra “se dar bem” às custas do outro, mas furar a fila e não levar um puxão de orelha do pai não é bem a cena que a gente vê na Austrália. Mas enfim, o problema devo ser eu e meu jeito besta de ser, né? Seja lá como for, aprecio muito viver num país civilizado e torço pra que um dia o Brasil se classifique como tal, mas por enquanto ainda vejo muita falta de educação e de respeito nas ruas, nos shoppings, nas estradas… é um querendo passar por cima do outro, figurada e literalmente.  Noutro dia, num pedágio no meio do caminho, o sujeitinho que dirigia o carro que estava na nossa frente, queira entregar um lixo pra cobradora do pedágio e ela, gentilmente apontou a lixeira, um pouco antes da cabine. Sabe o que ele fez? Passou o lixo pra amiguinha do banco de trás e deu uma rezinha, a bonitona abriu a janela e arremessou o primeiro copo. Errou. Atirou o segundo juntamente com a garrafa, errou novamente. Sabem o que eles fizeram? Fecharam as janelas e partiram, deixando o lixo pra ser catado pelo encarregado de esvaziar as lixeiras, porque gentinha desse naipe acha que jogar lixo no chão dá emprego pra gari. Isso me tira do sério, me deixa fervendo. E cada vez que eu vejo atitudes desrespeitosas com o outro ou com o ambiente compartilhado, ao mesmo tempo que eu fico irritadíssima, eu agradeço a Deus por não ter que me deparar com essas atitudes no meu dia-a-dia.
Mas não vou ficar aqui só falando mal do meu país não, tampouco da minha cidade, que eu tanto adoro, porque apesar de tudo tenho orgulho de ser carioca da gema, de ter sido nascida e criada aqui, de ter desfrutado intensamente de tudo de bom que o Rio tem a oferecer e de ainda assim saber discernir racionalmente o que é bom e o que é ruim na Cidade Maravilhosa, que é maravilhosa sim, mas está bem longe de ser perfeita – e que cidade o é?
O bom de estar aqui é que por mais que haja um pergaminho de coisas que podem e devem melhorar, o Rio é dono de uma descontração sem igual, de um calor gostoso, de um clima, um estilo de vida fantástico e isso é pra poucas cidades. Aqui você pode no mesmo dia, dar uma volta na floresta, tomar banho de cachoeira, almoçar na lagoa e ver o sol se pondo na praia. Aqui você pode passar o dia de biquíni e havaianas que ninguém te olha torto. Aliás, até nos restaurantes mais caros, você não precisa colocar a beca e ainda assim, a magia carioca acontece e ninguém fica mal vestido. Os homens usam jeans e t-shirt, as meninas não abusam da maquiagem e ainda assim estão um arraso. São os ares cariocas, só pode!
Sempre que chego aqui, chego com um ar meio gringo, umas roupas um pouco fora do contexto, mas não demora muito e adapto ao clima e permito minha essência aflorar. O problema é na volta pra casa…

Meuxxx amigoxxxx paulixxxxtas, mineiroxxx e manezinhoxxx que me dexxxxculpem, mas tô chiando maixxx do que radio fora de exxxxxtação 😉

maridinho is 3.4

Dando sequencia a maratona de aniversarios, este domingo foi a vez do Mauricio, que completou 34 primaveras (ainda bem que eu sou beeeeem mais nova que ele! Aham…). Como a correria aqui tem sido insana tentando fazer tudo ao mesmo tempo e sem a ajuda de um clone tampouco de uma varinha magica, tive que, mais uma vez, contar com o socorro dos Super Amigos pra organizar uma surpresa pro Super Papai.
Foi tudo muito casual… Durante a semana preparamos o plano de acao, entramos em contato com uma outra amiga brasileira (aquela que fez o bolo de aniversario do Vivi no ano passado) que acabou de abrir um Cafe aqui em Melbourne, e reservamos umas mesas pra hora do almoco no domingo. Aproveitando, encomendei tambem um bolo especial que mesmo assim de ultima hora, ela conseguiu produzir com louvor. Mandei um email pra uns amigos falando da surpresa e pra minha alegria, mesmo tendo sido tudo organizado no ultimo instante, muitos confirmaram presenca. Agora, so faltava convida-lo casualmente pra uma almoco dominical. Mas essa era a parte mais facil… Montamos um circo e casualmente quando a tia Fla e o tio Lu estavam la em casa no sabado de manha, perguntamos pro Mauri, “que tal se saissemos pra almocar amanha em comemoracao ao seu aniversario?” Pra dar ainda mais credito a espotaneidade do momento, na frente dele, ligamos pra tia Ana e tio Renan e os convidamos pra se juntarem a nos, mas, vejam voces que infortunio, tia Ana estava com febre e de cama (que coisa, nao?). Pobre Mauricio, seriamos soh nos mesmo…
Mais tarde pra nao pegar muito mal e dar na pinta (como se ele tivesse suspeitado de alguma coisa…. Hahaha), tia Vivian, tio Nicolas e Amy, confirmaram a presenca- agora o aniversario nao seria mais tao solitario:)
Eu sei, eu sei, nao precisava nem da metada da cena que criamos, mas, gente, a gente gosta de um enredo! 🙂
No domingo, claro, chegamos fashionably late e quando entramos, estavam todos la, com os baloes na mao pra saudar o aniversariante que ate aquele momento achava que teria soh um despretencioso almoco de domingo. E depois, quando ele achou que tivesse acabado, ainda veio o bolo trajado de flamengo pra saudar os 3.4 com louvor 😉
Podem dizer, a esposa aqui rocks ne nao? 😉
Okay, passado o momento auto-elogio (eh que as vezes a gente precisa….), vamos as fotos (todas creditadas ao tio Renan) do almoco surpresa.

a primeira festinha do bebezuco

Domingo comemoramos oficialmene o primeiro aniversario do bebezuco. Festinha caseira, poucos convidados, compativel com o tamanho da casa – infelizmente muitos amigos queridos ficaram de fora, mas no fim das contas deu tudo certinho e bebezuco se divertiu bastante.
Foram dias preparando, noites finalizando, uma canseira danada, mas nao eh que compensa? Apesar de nao ter ficado exatamente como idealizei – nunca fica – fiquei bem satisfeita com o resultado final, tudo fofo e personalizado pro nosso macaquinho:)
Claro que aos 45 do segundo tempo estava descabela e desesperada porque certamente nao daria conta do recado sozinha, entao, apos ter passado o sabado inteiro rearranjando o layout da casa pra que ninguem ficasse espremido na festa, apos ter me desdobrado pra decorar tudinho, apos ter ficado ateh altas horas assando os cupcakes e ter ido dormir completamente exausta, na manha de domingo pedi arrego e liguei pros meus fieis escudeiros pedindo socorro. Vinte minutos apos minha ligacao chegavam tia Fla e tio Lu ja colocando a mao na massa. Pouco depois, chegaram tambem a tia Ana e o tio Renan. E tome de enrolar docinho, preparar snacks, confeitar cupcakes, encher bolas (ou bexigas, como dizem esses amigos paulistanos… gente estranha, viu, mas muito gente boa tambem, entao a gente faz vista grossa pro sotaque e segue em frente ;)). No fim das contas tudo ficou prontinho em tempo, mas nao resta duvidas que se fossemos soh eu e o Mauricio seria impossivel dar conta de tudo. Gracas aos nossos amigos da terra da garoa tudo deu certo!
Como nao poderia ser diferente, deixo aqui um gostinho de como foi a primeira comemoracao de aniversario do nosso caculinha. Tudo feito com muito amor e muito suor, inventando tempo, espremendo horas de onde nao havia… Sacrificando minha producao do website, sacrificando, por vezes, ateh mesmo o jantar, que acabava saindo meia-boca… Mas como diz meu marido, eu gostcho! 🙂

melbourne-rio

Nossa, que viagem! Ir de Melbourne ao Rio com um molequinho e um bebezuquinho é uma aventura e tanto.
Perdi a conta de quantas horas levamos nessa aventura, mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos e chegamos sãos e salvos à Cidade Maravilhosa na madrugada de 10 pra 11 de novembro.
Vou te contar, o que mata nesse percurso é o tempo de espera entre um voo e outro – e o estresse quando não há tempo de espera. Sim, a parte dentro do avião com um bebê sassariquento é o de menos!
Antes de embarcarmos a aventura ficou por conta do check-in , porque, gentem, ninguém merece o bolo de passaportes que esta família carrega. O Vivi com o americano e brasileiro, o Nick com o australiano e o brasileiro, e eu e o Mauri com dois cada por conta dos vistos que estão nos passaportes vencidos, afff… Como o maridinho diz, fazer o nosso check in é a prova final do funcionário J. E isso leva uma vida inteirinha. Quando acaba, normalmente a gente tem que voar pra área de embarque – mas até aí, tudo bem, contanto que o avião ainda esteja lá, a gente não tem do que reclamar, porque pior do que o estresse de um check in demorado, só mesmo a derrota que é ficar esperando horas e horas por um avião que atrasou e ter que ficar correndo atrás de um bebê e tentando entreter um molequinho entediado, que sai perturbando os outros passageiros em busca de distração: “qual é o seu nome? Onde você mora? “Nem todo mundo acha fofo esse estilo “talk to me”.
Mas o estresse maior da viagem e o que na minha opinião estragou completamente as infinitas horas entre Melbourne e Rio foi a descoberta que fiz quando estava prestes a passar com o laptop pela esteira do raio x em Nova Zelândia. No momento em que retirei o laptop da maleta, vi minha memoria SD dobrada ao meio e o pânico tomou conta de mim – mal sabia eu que o pior ainda estava por vir.
Super tensa, comecei a procurar onde sentar pra checar se a memoria ainda, por algum milagre funcionava, mas logo constatei que havia perdido tudo, tudinho mesmo, porque com a correria enorme que foi nosso ultimo mês em Melbourne, não tive oportunidade de passar as fotos pro computador, nem pro HD externo. Perdi, lamentavelmente, TODAS as fotos do aniversário do Vivi. E olhem que eu havia tirado fotos de cada detalhe, cada pedacinho que eu produzi. Tudo perdido e eu devastada porque meu filhote não teria as recordações do seu aniversário de 4 anos, a festa do Super Vivi.
Num momento de esperança tola, cheguei a pensar que pudesse ter salvo algumas fotos no HD externo, então saí em busca de uma tomada, um adaptador… mas a correria e o desespero só serviram pra me deixar ainda mais arrasada porque simplesmente o HD externo não dava sinal de vida, nada acendia, o computador não reconhecia. Resultado: um ano inteirinho de fotos perdidas (porque ainda não havia mandado imprimir as fotos de 2011), sem falar de todos os filminhos das crianças. Olha, vocês podem até achar exagero meu, mas a tristeza que eu senti foi tão grande que dali em diante não conseguia pensar em mais nada, nada me animava. E assim o trecho Nova Zelândia – Rio foi ainda mais longo.
E a conexão em Buenos Aires que a gente quase perde??? Gente, a lei de Murphy tava com a gente o tempo todo, parecia uma praga. Chegando a Buenos Aires precisamos retirar a bagagem e despachar novamente no mesmo aeroporto (coisas que acontecem com quem compra a passagem mais barata!) e isso, agregado ao tempo na imigração, levou senão uma vida inteira, tempo suficiente pra termos que sair correndo. O Mauri foi na frente levando a metade das malas e eu fui atrás levando a outra metade (tínhamos ao todo 6 malas gigantes e 3 de mão, sem falar das malas sem alça que são as crianças e o carrinho do NickJ) e o pobre do Vivi me ajudou empurrando o irmãozinho no carrinho, o que claro, fazia com que todos parassem pra ver e achar fofo J. Fofo? Não foi nada fofo ficar empacada no meio do caminho com o carrinho de malas quebrado! Sorte minha, os argentines são muito gentis e prestativos. Um rapazinho, controlador do estacionamento, vendo minha situação, veio correndo em meu socorro, pegou um carrinho novo e transferiu minhas malas. Depois de muito custo, reencontramos o papai Mauricio, que por sua vez também arrumou um argentino gente boa que nos ajudou a embarcar no que quase foi um voo perdido.
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos – bem, infelizmente nem todos, minhas fotos perderam-se para todo sempre.
Em tempo: ainda nos primeiro dias aqui, meu pai conseguiu consertar o HD externo o que minimizou bastante meu sofrimento, mas a memoria SD que continha, dentre as mais de 1000 fotos ainda não arquivadas, as fotos do quarto aniversário do Vivi, quebrou exatamente onde passava o circuito, o que tornava impossível sua recuperação. Nota pras próximas vezes: Nunca, jamais deixar pra depois a tarefa de passar as fotos pro computador.