5 dias e 5 noites sem o marido

O primeiro deles teria sido bom, não tivesse terminado com um mega tombo escada a baixo. Quem? Eu (com o Nick no colo, claro).

Era noite, por volta das 8:30, crianças cansadas, alimentadas, de banho tomado e dentes escovados, cheirosinhas e prontinhas pra ir pra cama – bom, o Vivi pelo menos estava. Dei uma arrumada básica na sala e na cozinha, eu e Vivi catamos os brinquedos do playroom, apagamos as luzes e descemos – “com muito cuidado pra não cair”, avisei, como sempre faço, ao Vivi. Um, dois, três, quatro e quase na metade da escada, minha pantufa (que tem solado anti-derrapante) resolveu que estava cansada e tibum!, me jogou no chão e eu desci a metade final de bumbum. A sorte é que instinto de mãe é proteger as crias, então, graças a Deus, baby Nick que estava no colo, não sofreu um arranhão sequer – mas ficou muito assustado, coitado – e o máximo que aconteceu foi que o segurei tão firme que o coitado deve ter sentido seus ossinhos esmagados.

Vivisauro, que segurava minha mão livre, também não caiu, porque, não me pergunte como, eu me “segurei” com os cotovelos e mantive a mão que segurava o Vivi pro alto.

Claro que eu vi tudo acontecendo em câmera lenta e que doeu pra caramba.

Quando cheguei laaaaaaaaaaaaaaaá embaixo, tive uma crise de choro, não só porque estava doendo pra caramba, mas principalmente porque fiquei desesperada com a possibilidade de acontecer algo pior – o que seria das crianças? Ai, gente eu sempre penso nisso. Sempre penso que se um dia, que Deus me livre, acontecer alguma coisa comigo e eu estiver sozinha com as crianças, como vai ser? Isso me deixa em pânico. E não, eu não sou dessas pessoas que só pensam no pior, de modo algum. Mas tem coisas que, após a maternidade, me assombram, ainda mais que a gente não tem a família por perto.

Enfim, caí, o que me rendeu um hematoma gigante e horroroso, que não me deixa sentar, nem deitar do lado esquerdo. Um hematoma tão feio e tão preto que o Vivi ficou assustado quando viu hoje pela manhã. Os braços também ficaram machucados e ainda doem, mas muito pouco quando comparados ao bumbum.
A cena foi tão assustadora que o Nick abriu o berreiro – mesmo sem ter batido em lugar nenhum –  e eu, nervosa, não consegui me conter, o que deixou o pobre Vivi apavorado. O pobrezinho ficava repetindo: “that’s alright, mamãe, you’re gonna be fine, I’ll take care of you…” E pra completar, ainda teve a cerejinha no topo: “você precisa comer mais, mamãe, tá muito fraquinha, por isso caiu.. eu não caí, porque eu como bastante…”

Depois disso, tive que tomar dois comprimidos de voltarem pra conseguir lidar com a dor. Confesso que não adiantou muito, não :(. E ainda tive que lutar por uma hora pra fazer o Nick dormir. O Vivi, gracas a Deus, capotou de exaustão.

A noite que começou mal, foi mal até amanhcer, porque bebezuco acordou 6 vezes, entre 9:30 da noite e 6:30 da manhã, que tal?

Tão cansada.

Só espero que esta noite seja melhor, e que ninguém caia da escada.

One Comment

  1. Eu ando com paúra não de me machucar, mas delas se machucarem. Estou neurótica, de verdade. Toda hora vou checar berço e cama para ver se estão bem, respirando, cobertas, etc. E se saem do meu raio de visão no colo dos outros eu já acho que vão se machucar! É coisa de maluco!No seu caso é completamente compreensível, se vc se machucar seriamente, quem irá cuidar deles full time? Maridão teria que tirar uns dias do trabalho, né? Mas não vai acontecer nada pior do que um bumbum muito dolorido! Tomara!

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