night terror: here we go again

Não tem outra explicação para os recentes episódios noturnos de gritaria que o bebezuco tem armado: mais uma vez, estamos enfrentando o tal do “terror noturno” que nada mais é do que uma alteração no sono da criança (mais comum entre crianças de 2 a 6 anos, mas que também, infelizmente, afeta os bebês quando estão próximos a completar um ano de vida), onde o pequeno acorda, sem acordar, em pânico, cerca de duas horas após ter ido dormir. É uma gritaria insana e quando você tenta acalmá-lo, tudo fica pior, porque durante o episódio, ele, apesar de muitas vezes estar de olhos abertos, não está te vendo, então qualquer contato é considerado como um ataque no seu, digamos, “mundo paralelo”. Isso explica o desespero dele todas as vezes que a gente tenta acalmá-lo. Mas o que fazer? É muito difícil ver seu bebezinho se esgoelando e não poder fazer nada, nem sequer oferecer um aconchego.
Bom, pra não dizer que nada o acalma, o peito o faz. Santo peito, aliás! É a única ferramenta capaz de tirá-lo do transe. Com o Vini, que nesta época já não mamava mais, o jeito era respirar fundo e aguentar firme até o ataque passar. Eu chorava, o marido segurava firme.
É importante não tentar acordar o bebê, tampouco falar com ele – em alguns casos, só da criança ouvir seu nome, intensifica ainda mais os berros.
Vários motivos podem contribuir pra desencadear esse processo de histeria, dentre eles, febre, dor, resfriado, infecção no ouvido, inflamação na garganta e cansaço (além da hereditariedade). No caso das nossas duas crianças, o único motivo aparente é o cansaço, já que nenhum dos dois nunca foi chegado a dormir todas aquelas horas necessárias. O Vini só começou a dormir melhor após um aninho e o Nick, apesar de ter melhorado muito (dado que nos primeiros 6 meses ele acordava à cada meia hora), ainda está longe de ter o sono perfeito. Durante o dia, o pequeno até que dá uma descansada, tira duas sonecas, uma boooa e outra okay. O problema é que o bichinho fica super alerta à noite e em geral só aceita dormir depois das 9:30, e pra piorar, levanta por volta das sete. Tá, se eu for comparar meus dois rebentos, até que o Nick dorme muito bem, porque apesar de não cumprir as 14 horas mínimas combinadas, diria que dorme aí umas 11/12 horas se combinadas a dormida noturna e as sonecas diúrnas.  Mas ainda assim, do jeito que o bichinho brinca e se movimenta durante o dia, isso ainda é pouco e fica estampado no rostinho dele o cansaço.
O terror noturno do Vivi também começou por volta dos 12 meses, deu uma intensificada, depois foi diminuindo até que sumiu (se bem que até hoje, às vezes, ele acorda sem parecer estar acordado – mas nada tão grave nem assustador como costumava ser). Baby Nick começou a tê-los, everysinglenight faz nem uma semana. Minha experiência diz que ainda tenho muitas noites intranquilas pela frente.

Dizem que você pode tentar interromper o transe da criança, acordando-a com delicadeza 20 minutos antes da hora em que o terror noturno começa. Daí você quebra o ciclo. Ainda não tentei isso, mas se os epidódios continuarem frequentes assim, será minha próxima tentativa.

Enquanto isso, eu sigo tentando dormir um pouquinho pela manhã, na tentativa de não desmaiar de exaustão. Esse primeiro ano de vida é uma delícia, mas, vou te contar, às vezes pode ser muito difícil. Tô esgotada.

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