oh vida…

Como vocês sabem, comecei a me dedicar ao meu mais novo projeto de vida e, gente, dá trabalho! Parece que a fase da pesquisa nunca vai terminar, é um poço sem fundo e quanto mais eu pesquiso, mais encontro coisas a considerar, o que torna essa fase infinita. Entretanto preciso move on, tenho muitas escolhas a fazer e um website pra desenhar… mas isso é só pra começar, porque, OMG, é tanta, mas tanta coisa que fico com dor de barriga só de pensar.
Mas porque o blá-blá-blá? Porque tive que tomar uma decisão difícil, me render e colocar baby Nick de volta na fila de espera pela vaguinha na creche. Desta vez, só por dois dias, porque eu realmente preciso de tempo pra me dedicar ao meu projeto.
O problema  (problema??) é que entre decidirmos colocá-lo na creche e conseguirmos a vaga não levou nem uma semana! Não esperava que fosse tão rápido assim, mas aparentemente temos prioridade, sei lá… O fato é que não estava, nem estou preparada pra mandá-lo pra creche assim, de supetão, já na semana que vem! Mas vamos que vamos, porque pelo menos a creche é do lado da Monash (trabalho do marido), onde fixarei meu posto de trabalho (seremos officemates, hehehe), logo, poderei dar um alguns pulinhos na creche durante o dia, pra dar um alô e amamentar a cria (eu sei, eu sei, eu tenho muita sorte).
Acho, e apenas acho, que tendo esses dois dias daqui até nossa viagem ao Brasil, conseguirei atingir minha meta de deixar o site em ponto de bala pra ser lançado, se Deus quiser, no primeiro dia do ano – pra dar sorte 😉 Entretanto, preparar o site é apenas a pontinha do iceberg, porque o trabalho está apenas começando. Na verdade eu me assusto com o volume de coisas que preciso fazer, mas é isso aí, ninguém me disse que seria fácil, até porque, se fosse fácil não teria a menor graça 😉
Agora é força na peruca! Cortar o cordão umbilical do meu carrapatinho vai ser brabo, mas são só duas vezes na semana (só??? ele é tão pequenininho…)… O pior é que uma vez que ele estiver adaptado vai ser pressão total, porque aí, estarei oficialmente trabalhando no meu projeto de me tornar uma mompreneur. Ai, ai, meus sais…

“sálvia o frango!”

Hoje é dia de receitinha nossa lá no Mães Internacionais. Um Mini-Banquete de Segunda-Feira, facílimo de preparar e que ainda rende sobras  pra  fazer uma torta salgada pro jantar da noite seguinte.

O interessante é que ontem, totalmente sem querer, achei uma matéria no O Globo, datada de 2008, contando sobre os efeitos alucinógenos da salvia – comparados ao da maconha – e de como ela começou a ser banida nos EUA. Ah, gente, francamente!,era só o que me faltava…

Bom, se onde você mora, ainda estão comercializando livremente a pobre coitada, dá um pulinho no MI e confere a receita 😉 É só clicar AQUI.

Em tempo: pra você que mora fora do Brasil e não encontra com facilidade nem farinha de mesa nem queijo minas, é só substituí-los por bread crumbs (farinha de rosca) e queijo feta (ou mussarela de búfala) respectivamente 😉 

night terror: here we go again

Não tem outra explicação para os recentes episódios noturnos de gritaria que o bebezuco tem armado: mais uma vez, estamos enfrentando o tal do “terror noturno” que nada mais é do que uma alteração no sono da criança (mais comum entre crianças de 2 a 6 anos, mas que também, infelizmente, afeta os bebês quando estão próximos a completar um ano de vida), onde o pequeno acorda, sem acordar, em pânico, cerca de duas horas após ter ido dormir. É uma gritaria insana e quando você tenta acalmá-lo, tudo fica pior, porque durante o episódio, ele, apesar de muitas vezes estar de olhos abertos, não está te vendo, então qualquer contato é considerado como um ataque no seu, digamos, “mundo paralelo”. Isso explica o desespero dele todas as vezes que a gente tenta acalmá-lo. Mas o que fazer? É muito difícil ver seu bebezinho se esgoelando e não poder fazer nada, nem sequer oferecer um aconchego.
Bom, pra não dizer que nada o acalma, o peito o faz. Santo peito, aliás! É a única ferramenta capaz de tirá-lo do transe. Com o Vini, que nesta época já não mamava mais, o jeito era respirar fundo e aguentar firme até o ataque passar. Eu chorava, o marido segurava firme.
É importante não tentar acordar o bebê, tampouco falar com ele – em alguns casos, só da criança ouvir seu nome, intensifica ainda mais os berros.
Vários motivos podem contribuir pra desencadear esse processo de histeria, dentre eles, febre, dor, resfriado, infecção no ouvido, inflamação na garganta e cansaço (além da hereditariedade). No caso das nossas duas crianças, o único motivo aparente é o cansaço, já que nenhum dos dois nunca foi chegado a dormir todas aquelas horas necessárias. O Vini só começou a dormir melhor após um aninho e o Nick, apesar de ter melhorado muito (dado que nos primeiros 6 meses ele acordava à cada meia hora), ainda está longe de ter o sono perfeito. Durante o dia, o pequeno até que dá uma descansada, tira duas sonecas, uma boooa e outra okay. O problema é que o bichinho fica super alerta à noite e em geral só aceita dormir depois das 9:30, e pra piorar, levanta por volta das sete. Tá, se eu for comparar meus dois rebentos, até que o Nick dorme muito bem, porque apesar de não cumprir as 14 horas mínimas combinadas, diria que dorme aí umas 11/12 horas se combinadas a dormida noturna e as sonecas diúrnas.  Mas ainda assim, do jeito que o bichinho brinca e se movimenta durante o dia, isso ainda é pouco e fica estampado no rostinho dele o cansaço.
O terror noturno do Vivi também começou por volta dos 12 meses, deu uma intensificada, depois foi diminuindo até que sumiu (se bem que até hoje, às vezes, ele acorda sem parecer estar acordado – mas nada tão grave nem assustador como costumava ser). Baby Nick começou a tê-los, everysinglenight faz nem uma semana. Minha experiência diz que ainda tenho muitas noites intranquilas pela frente.

Dizem que você pode tentar interromper o transe da criança, acordando-a com delicadeza 20 minutos antes da hora em que o terror noturno começa. Daí você quebra o ciclo. Ainda não tentei isso, mas se os epidódios continuarem frequentes assim, será minha próxima tentativa.

Enquanto isso, eu sigo tentando dormir um pouquinho pela manhã, na tentativa de não desmaiar de exaustão. Esse primeiro ano de vida é uma delícia, mas, vou te contar, às vezes pode ser muito difícil. Tô esgotada.

eles são tão diferentes…

Às vezes as pessoas me perguntam se meus dois meninos são muito diferentes e a resposta é sempre categórica: Sim! Muito diferentes, em tudo! (tá, menos no fato de que ambos tem big eyes:))
O Nick é um bebê super tranquilo – pelo menos durante o dia. Vai ao salão com a mamãe e fica quietinho (no colo do papai, que gentilmente nos acompanha just in case) – tão quietinho que chega a dormir. Um anjinho.
Apesar de mais parecer a minha sombra e viver entre as minhas pernas, bebezuco já brinca sozinho várias vezes ao dia, como agora por exemplo, até deu pra aproveitar o mini-break e escrever esse post.
Ele é super sorridente e vive gargalhando, já o Vivi era muito emburradinho – missão quase impossível era arrancar um sorriso, quem dirá uma gargalhada do pequeno. Acho que só papai e mamãe mesmo (nem no balanço no parquinho ele demonstrava contentamento).
Vivizinho já ficava bem uns 5 minutos assistindo Xuxa só pra baixinhos; baby Nick não tá nem aí pra loira.
Vivisauro aos 10 meses, tinha tomado gosto pela chupeta e passava dia e noite com a dita-cuja na boca. Nicksauro não aceita a bendita por mais que 5 minutos. Não que eu seja fã de chupeta, não mesmo, mas à noite ela pode ser uma aliada importantíssima. Entretanto, com o bebezuco não colou.
Aos 10 meses, o Vivi não acordava mais tantas vezes à noite, já little Nick, meu Deus, acorda se esgoelando de hora em hora e tem, nas últimas 5 noites, demorado entre meia e uma hora pra voltar a dormir. Tô enlouquencedo!

bebezuco tem 10 meses!

Nossa, o tempo está realmente voando. Ontem mesmo baby Nick estava empacado dentro da minha nada singela barriga e hoje, puf!, tá aqui ensaiando os primeiros passinhos sem se apoiar, aos 10 meses.

É engraçado como toda aquela preocupação sobre ele não engatinhar desceu pelo ralo, porque, nossa!, o bichinho é um explorador! Anda quando consegue apoio, mas se não der, não faz mal, se coloca nos quatro apoios e sai em disparada. E, gentem, tenho que levantar as mãos pro céu que ele é assim, né? Afinal, é assim que eu mantenho a forma (aham…), correndo atrás do pequeno.

Bebezuquito anda bem falante, mesclando tétété, mamama, bububu… pra não falar dos gritos ensurdecedores que demonstram seus momentos de descontentamento.

É uma graça vê-lo brincando e muitas vezes implicando com o Vivi. Tão pequenininho e tão participativo, tão pingo de gente e tão encrenqueiro. Vivisauro não pode mais brincar sossegado que lá vem Mr. Bebezuco brincar também – leia-se, atrapalhar a brincadeira, desmontar tudo – deixando seu big brother “buzina”, com diz o vovô Fred.

Apesar de toda a implicância que Vivisauro tem que aturar, continua cheio de amores com o irmãozinho. Amores e cuidados. Toda vez que o bichinho se põe a chorar, o Vivi larga o que estiver fazendo em vem ao seu socorro, ora cantando “oh bebezinho não chora”, música de sua autoria, ora com a maletinha do Handy Manny, tocando a irritante musiquinha que o Nick a-do-ra e que o faz parar instantaneamente de chorar. Esse bebê tem muita sorte 🙂

Quem não tem tanta sorte assim é a mãe desse bebê, porque o bonitinho resolveu que acordar 5 vezes por noite é legal  – alguém, por favor, conta pra ele que NÃO é?!?!

Tô exausta, um caco mesmo. O pior é que muitas vezes ele acorda chorando (ou nem acorda!) e não pára se eu não ficar com ele no colinho. Jã tentei levá-lo pra nossa cama, mas acreditem, não adianta! Parece que ele não curte muito a idéia de passar a noite inteira no mesmo lugar e o que acaba acontecendo é que eu passo a noite entre idas e vindas, levando ele pro berço, pra minha cama, pro berço novamente. Tem dado certo, se é que pode-se chamar de “dar certo” acordar várias vezes à noite (toda santa noite) pra atender às manhas do pequeno. Mas vamos que vamos, porque daqui a pouco eu pisco e ele cresceu e como o marido não tá nem um pouco aberto à minha idéia insana de encomendar o terceirinho no fim do ano, em breve não teremos mais um bebê em casa e as noites, se Deus quiser, voltarão a ser tranquilas.

Vamos às fotos comemorativas dos 10 meses 🙂

se vocês vissem o estado das gengivas do pequeno – um montão de dentinhos querendo aparecer ao mesmo tempo…

pra vocês terem uma idéia…

Assim somos nós – mudamos de idéia como quem muda de roupa. Se um dia a gente acorda dizendo que vai se mudar pra Cingapura, vai dormir tendo certeza que a próxima parada é a Coreia.
Exemplo concreto disso foi o que aconteceu hoje:
Maridinho acordou procurando passagem pra irmos à Perth em novembro, achou as passagens caras. No fim do dia compramos nossas passagens… só que pra outro destino. Adivinha quem está chegando no Rio em novembro e ficando por 3 meses?

sobre o bebezuco

(post escrito dia 12 de julho de 2011)

Bebezuco vai bem e apesar das turbulentas gripes que pega uma atrás da outra, tá esperto que só. Nunca foi e nunca será, imagino, chegado a engatinhar, mas a necessidade – leia-se a falta de móveis pra se apoiar – o faz desbravar territórios de quatro. Sua preferência é, sem dúvida alguma, se locomover como bípede, mas tem horas que por falta de apoio, precisa encarar seus próprios quatro apoios e ir em frente: isso acontece muito quando eu o deixo no quarto e vou dar um pulinho na cozinha. O bichinho vem “arretado” atrás de mim, afinal, quem eu penso que sou, o deixando no quarto sozinho por meio minuto? O engraçado é que ele engatinha olhando pro chão, como quem aprende a andar de bicicleta, sabem? Nunca vi disso…

Sabem aquilo que dizem sobre as mães engordarem por ficarem comendo os restinhos das comidinhas do bebê? Bom, se for verdade, vou emagrecer 🙂 Sim, porque o meu pequeno comilão, não só come o dele todo como ainda vem filar o meu! E olha que eu dou comida pra caramba pra esse carinha de pau. Noutro dia mesmo no almoço, comeu  bolo de carne com assado de legumes, e de sobremesa, um potinho de gelatina e meia banana (daquelas grandes). Só parou de comer quando quis. Entretanto quando euzinha fui comer, ele não sossegou enquanto não dividi o meu com ele e só parou de pedir quando viu o prato vazio. Um sem vergonha.

Ah, lembram que eu contei que ele estava falando mama? Ha! Balela, conversa pra boi dormir. Sabem que o danado parou de falar desde que fomos à China? Eu juro que não sou da turma das mães sem noção que acham que o filho falou, sem ter falado, mas pelo visto me enganei, dou minha mão à palmatória. Bebezuco segue no té té té.

Aliás, o fato dele não falar só deixa mais engraçado o susto que ele leva quando está fazendo o que não deve. É sempre assim: quando ele tá silencioso, pode olhar que tá fazendo o que não presta. Mastiga papel, mexe nas coisas da mamãe, tira todos os brinquedos das caixas… sempre, sempre olhando de rabo de olho pra mim, porque já sabe que eu vou dizer: “nananão…”, no que ele responde com um sorriso malandrinho de quem sabe que está fazendo arte. O problema é que esta flor que vos escreve pode ser um tanto escandalosa de vez em quando =O|, especialmente se pega o pequeno querendo colocar alguma coisa na boca. O que eu faço: grito “não, bebê!!” E o pobrezinho pula de susto, arregala ainda mais os olhões e joga longe o que estiver segurando. Hilário! 🙂 Mas depois fico com pena, coitado. Juro que não faço por querer, é automático.

Pra fechar, claro, não poderia faltar foto 🙂

comendo o pão que roubou do papai

todo feliz porque a lava-louças está aberta (felicidade maior que essa só se a porta da geladeira estiver aberta!)

bagunçando as revistas da mamãe

dando uma voltinha com seu amigo “Leonel”

Indo atrás da tampinha da lente da câmera da mamãe 🙂

Em tempo: dois dias após eu ter escrito este post, o bonitinho voltou a falar mama. Agora, quando eu vou colocá-lo pra dormir à tarde é assim: o coloco no berço abraçadinho com o Pooh e vou saindo de fininho. Às vezes dá certo, às vezes ele fica em pé e grita “mama, mama, mama”. Fofo, né? 🙂