beijing: sexto dia – ming thomb, muralha da china e village

Em nosso último dia de turismo tivemos que nos render à uma excursão, já que a Muralha da China fica bem distante da Cidade, cerca de duas horas. Então, de quebra tivemos que cumprir o roteiro do grupo que incluía Ming Thomb e duas outras paradas: uma pro almoço, estrategicamente situado dentro de uma mega loja de jade (tudo caríssimo!) e outro no mercado da seda (no qual nao entramos, mas isso conto no fim).

Na verdade, quase não conseguimos ir à Muralha, o que seria uma lástima, tudo porque demoramos a dizer se querímaos sair às nove ou às dez e quando conseguimos falar com eles, já haviam fechado com outro grupo. No fim das contas, na noite do dia anterior ao passeio, conseguimos, por sorte, fechar com outra excursão, que saía às 7 da matina. Bom, pelo menos era esse o combinado. O fato é que acordamos cedo (coitadas das crianças), tomamos café e esperamos, esperamos, até que finalmente, às quase 9 horas, chegou o ônibus e lá fomos nós.

A primeira parada foi Ming Thomb, lugar bem mais ou menos e quando perguntamos onde era a tal tumba, disseram em algum lugar ali atrás”, apontando pra uma florestinha. Okay, valeu pela experiência.

Depois disso, paramos pra almoçar, mas antes deveriamos zanzar pelas mega instalações da fábrica/loja de peças de jade. Muita coisa linda, mas tudo surrealmente caro. Não compramos nada, óbvio.
Aparentemente o guia ganha uma comissão pelo número de pessoas que traz até a loja (que outro motivo teria pra nos levar pra almoçar ali?). Por sorte, o restaurante era super nice e a comida muito gostosinha (e estava incluída no preço). Só comecei a ficar chateada quando, antes de almoçarmos, o guia disse que a comida ainda não estava pronta e que podiamos dar uma volta pela loja pra passar o tempo e quando dissemos que preferíamos esperar no bar, bebendo uma água, ele disse “ah, não tem nada bom no bar”, como forma de nos forçar a zanzar pela loja. Odeio isso! Obviamente ficamos no bar e, mais uma vez, as crianças foram foco de assédio (morar na China seria um verdadeiro filme de terror, reparem).

Finalmente, após não comprarmos nada, almoçamos e partimos em direção à tão esperada Muralha da China! Gente, o que é aquilo? Sem palavras pra descrever a grandiosidade, a magnitude daqueles muros, escadarias e rampas daquela estrutura milenar. Incrível! Mais uma vez, lamento muito não ter conseguido capturar a grandiosidade da obra com fotografias, mas era impossivel: com duas crianças, bolsa pesada, calor dos infernos, cabeçada de turistas e uma neblina (poluição!) danada (pra não falar do assédio que, obviamente continuou), mesmo com a ajuda do tio Nicolas e da tia Vivian, foi impossível, parar pra absorver a vista devidamente. Que frustação. Mas sabem o que não faltou? Gente chegando de todos os lados pra tirar fotos com os “zoiúdos”, damn it!

O fato é que mesmo sem fotos decentes, vou guardar para sempre aquela imagem única em minha mente. Absolutamente divino.  Mesmo com toda a dificuldade de carregar as crinaças em meio àquela multidão, mesmo com a bolsa pesada e os degraus de tamanhos diferente, mesmo com as rampas íngrimes e o calor dos infernos, eu voltaria uma, duas, três, quantas vezes me fosse possível. Vale cada degrau.

Tá, vou confessar, não subimos tantos degraus assim, até porque pegamos um teleférico que nos levou pro ponto mais alto daquela região, mas ainda assim deu pra cansar e pra ver a magnitude daquela fantástica obra de arquitetura militar.

Uma curiosidade é que caiu por terra aquela estória de que do espaço dá pra ver a Muralha, afinal, apesar dos quase 9 mil Km de extensão de muros, a largura de cerca de 7 metros, jamais permitiria que a obra fosse vista de tão longe.

Dando sequência à nossa excursão, a última parada foi no tal mercado da seda, onde, dada nossa experiência anterior, preferimos não entrar, até porque as crianças estavam cansadas e nós ainda queríamos fazer umas comprinhas. Aí veio nossa surpresa: A partir do momento em que dissemos que não entraríamos no tal mercado, nossa excursão foi encerrada e o guia se recusou a nos lavar de volta ao hotel, pasmem! Ou seja, aparentemente, nosso “contrato”com a excursão nos obrigava a ir em todos os lugares, sem direito à escolha, uma característica bem chinesa, diga-se de passagem, e como nós não respeitamos nossa parte no “acordo”, tivemos nosso “contrato” rasgado. Que tal? Fiquei muito danana da vida, mas fazer o que? Com quem reclamar? Enfiamos o rabinho entre as pernas e, com muito custo, conseguimos pegar um taxi até nosso próximo destino (os taxis muitas vezes não aceitam mais do que 4 pessoas, ainda que as outras duas, sejam crianças de colo).

Nossa última parada do dia foi num bairro de estrangeiros, chamado Village, onde há um mercado Russo, onde fizemos umas comprinhas (devidamente barganhadas) à jato. Jantamos num árabe no mesmo bairro. Comida deliciosa, mas o que mais me emocionou foi o banheiro, que era limpíssimo e cheiroso. Fiquei emocionada (vocês sabem que não vou a banheiros público, né?)

Esse bairro de estrangeiros é super cool, moraria lá “facinho , facinho” :). Arquitetura decente, centro comercial bem bacana, lojas conhecidas, limpinho, bem internacional.

De volta ao hotel, pra encerrar com chave enferrujada, nossa última noite na China teve vizinho de quarto com TV nas alturas e quando ligamos pra reclamar, quem disse que o povo da recepção que acha que sabe inglês nos entendia? Eles estavam quase mandando alguém até o nosso quarto pra ver qual era o problema com nossa TV! Após muita tentativa, o marido desistiu de tentar explicar que o problema era a TV alta do vizinho, afinal eles não falam inglês e não adianta falar frases construídas, em geral, o segredo é jogar palavras soltas, pra eles juntarem e tentarem entender a idéia, mas essa noite, nem isso adiantou. O jeito foi colocar o travesseiro na cabeça e esperar o sono do vizinho chegar.

Vamos às poucas e vergonhosas fotos (as piores de toda a viagem, infelizmente…). Algo me diz que terei que voltar à China só pra fotografar decentemente um dos principais motivos (senão O principal) do meu interesse nesta viagem… Oh well, fizemos o que foi possível, dadas as condições.

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