beijing: segundo dia – cidade proibida

Finalmente nosso primeiro dia de turismo! O primeiro paradeiro escolhido foi a Cidade Proibida, para a qual fomos de metrô.

O sistema de transporte na China é bastante satisfatório e melhora a cada dia (novas estações/linhas estão sempre sendo construídas), então, muito embora nosso hotel não seja o mais bem localizado, com um pouco de paciência e um mapinha em mãos, conseguimos chegar aos pontos de interesse sem muita confusão.

As distâncias  entre um ponto de interesse e outro são bem grandes, o  que fez com que minha super-hiper-mega-ultra pretenciosa lista de passeios fosse reduzida a pó, o que certamente vai deixar a vontade de voltar (quem sabe, sem as crianças) pra completar o roteiro de maneira mais humana 🙂

Mas voltando ao metrô, gente, o simples fato de entrar e sair dos vagões é uma aventura e tanto, porque o povo não sabe o que é fila, e se sabe, faz de conta que não sabe. Ninguém respeita a regra de deixar sair antes de entrar e por mais que as setinhas no chão indiquem o fluxo, o tumúlto é grande. Pra vocês terem uma idéia, tem até funcionário encarregado de, na hora do rush, empurrar gente pra dentro do vagão, pra garantir que nenhum espacinho ficou perdido. Eles até dizem que se você está com os dois pés no chão é porque ainda cabe muita gente. Falta de organização à parte, sempre que eu estava com o baby no colo, aparecia alguém, me oferecendo lugar pra sentar – o engraçado é que sempre foram homens, especialmente os mais velhos, nunca mulheres ou jovens.

Mal saímos do metro e o assédio aos pequenos começou. Antes mesmo de entrarmos na Cidade Proibida, a família foi cercada por orientais em busca de uma foto com os meninos dos olhos grandes, oh my! No início achei engraçado, interessante a felicidade deles ao avistar pessoas dos olhos abertos, mas com o passar do tempo e aumentando a intensidade do assédio, comecei a ficar tensa e preocupada, afinal baby Nick tava doentinho e a última coisa que eu precisava era de mãos não lavadas tocando os pequenos (sim, porque eles não se satisfazem em tirar fotos de longe, querem tocar e, se possivel, beijar – pasmem!)

Após muita andança (a Cidade Proibida é e-nor-me!), breve parada para um almocinho safado lá dentro mesmo, o que me fez lembrar das minhas pesquisas pré-viagem, onde diziam pra não comer em lugar que só tivesse turista. Voltamos a andança que ainda levou horas. É tudo muito lindo, limpo e organizado, lamento tanto não ter conseguido me dedicar à captura de imagens decentes… mas, gente, não dá! Se estivéssemos só eu e o marido, sem as crianças, teria sido outra estória e muitas fotos lindas, entretanto, tive que me conformar com uns poucos cliques banais, de turistão mesmo 😦

Uma das coisas mais interessantes dessa viagem é a comunicação, toda feita por sinais, às vezes conjugados com sons: hilário!

Abre parênteses


Ah, vi, pela priemira vez, ao vivo e a cores o tal squat toilet: medonho! Detalhe é que o banheiro tinha avaliação quatro estrelas (do lado de fora dos banheiros tem o número de estrlas), mas só se for na China mesmo, porque fala sério, não deu pra respirar lá dentro. Entrei mesmo só pra tirar uma foto, imagina se euzinha, que nunca fui ao banheiro do avião (e olha que pego vôos intermináveis), iria me aventurar numa possilga daquelas? Never! A menos que fosse torturada por uma dor de barriga.


Outra coisa que vi a vivo e a cores foram crianças pequeninas com aquelas calças que tem um rasgo deixando “as partes” expostas pra facilitar o toilet training. Vi também pra vender no Mall. Inacreditável!



Fecha parênteses

Na saída da Cidade Proibida, um mar de vendedores de souvenir nos cercaram, mas àquela altura não estava no clima de comprar, tudo o que eu queria era jantar e voltar pro hotel pra descansar. Estávamos todos famintos e exaustos (e ainda encaramos uma mega caminhada até encontrarmos a estação de metrô mais próxima).

Mas onde comer, se ninguém fala a inglês nessa terra? Acabamos indo parar no Mall perto do Hotel, e após tentar nos comunicar em alguns restaurantes locais, com cardápios duvidosos, onde o destaque era pra pratos lindos como cabeça de galinha (!!!), decidimos entrar no…. Pizza Hut! Nem eu acreditei, mas tive que me render, o cansaço era muito grande e a fome nem se fala. Lá, aos trancos e barrancos conseguimos ser atendidos, na base dos gestos sempre, com o auxílio do cardápio ilustrado. Pizza boa, similar à do Pizza Hut do Brasil, ainda bem, porque os da Austrália e dos EUA são muito chulé! Enfim, lá eles até tentaram se comunicar conosco num inglês macarrônico, mas gente, pedir sal foi uma aventura à parte, porque “salt” pra ele não quer dizer nada e os gestos nos trouxeram à mesa pimenta e queijo ralado, que tal? Por fim, quando já não havia mais esperança, a mocinha que nos atendia chegou com um potinho de sal! Parecia combinado, todos nós aplaudimos o feito 🙂 e ela saiu toda contente, orgulhosa pela conquista.

Eh, nosso primeiro dia de turismo foi intenso, saímos do hotel às 9 am e retornamos às 9 pm – não é pra qualquer um não! Especialmente com duas crianças a tira-colo. Mas não podemos reclamar, porque além de termos a super ajuda dos nossos amigos e compadres Nicolas e Vivian, os meninos se comportaram muittíssimo bem (muito embora baby Nick ainda estivesse bem doentinho).

Cheguei no hotel com os pés arrebentados. Pro dia seguinte, não há dúvida: vou de Havaianas 😉

Conclusões do dia:
1- A maioria dos turistas que vimos hoje é oriental (chinês ou coisa que o valha)
2- Melissa não combina com caminhadas de 12 horas (detalhe: trouxe uma pra cada dia. E agora, José?)
3- Precisamos começar a comer a culinária local
4- Precisamos da Jiemiao!
5- Precisamos aprender a barganhar urgentemente
6- Preciso ter minhas mãos livres e minha cabeça despreocupada pra poder tirar fotos decentes
7- Devo ter pele e cabelos muito sensíveis, porque essa poluição tá acabando comigo.
8- Tô ficando com os braços malhados de tanto carregar 9 Kg de baby Nick (o carrinho dele é muito grande pra estrutura chinesa: mal passa na porta do quarto do hotel)

9- Não precisava ter trazido a mala de papinhas, nem fraldas, nem lencinho umidecido. Aqui você encontra as marcas americanas/australianas com muita facilidade em qualquer loja infantil no shopping ou no supermercado.
10- Banheiro público 4 estrelas fede!

Vamos às fotos (Só uma amostrinha tá?)

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