he is 9!

Agora, baby Nick tem do lado de fora da barriga o mesmo tempo que teve do lado de dentro. São nove meses!

Nosso pequenininho tá esperto que só vendo. Mexe em tudo. Quando é de seu interesse, engatinha – especialmente se eu estiver com a porta da geladeria aberta, quando ele dispara em direção à luz 🙂
Entretanto, não é muito dado a arte de engatinhar, não, acha muito mais divertido andar segurando nos móveis.

Ontem, enquanto eu preparava sua comidinha, ele engatinhou um pedacinho até a bancada da cozinha, firmou-se nela pra levantar e seguiu dando seus passinhos, cada vez mais confiantes, até alcançar minhas pernas, onde, se colocando entre elas, se agarrou, olhou pra cima e começou a gargalhar uma garglhadinha de satisfação, de quem alcançou seu objetivo. Coisa mais fofa.

E como come esse menino! Banana, se deixar come meia-dúzia (das grandes!). Comidinha, adora o que a gente come, mas não tá muito fã de baby food, não. Papinha de legumes não tá com nada, ele quer mesmo é mastigar, colocar seus 4 serrotinhos pra funcionar. Tá certo.

A coisa mais lindinha é vê-lo interagir com o Vivi. Os dois se amam, isso é nítido. Apesar da diferenca de idade e do Vivi às vezes reclamar  “mas o Nick não fala!”, os dois brincam juntos e se dão muito bem. É um tal de beijar, abraçar (e morder, às vezes), que dá gosto de ver. São best friends 🙂

É interessante notar como o Vivi protege o baby Nick. Tá sempre alerta e avisa logo “é o meu bebê!”. E ai de quem se meta a perturbar baby Nick…

Infelizmente, nem tudo são flores e o pequenininho anda bem chatinho pra dormir. Culpa dos ouvidos, que nunca ficam bons. O pobrezinho já tomou antibiótico tantas vezes, mas nada parece resolver o problema por completo. Esta semana o levo novamente à médica e quem sabe consigo convencê-la que preciso da indicação pro otorrino?

Fora isso, baby Nick é dos bebês mais alegres que já vi (se não o mais!). Acorda, senta, sorri e bate palminhas, como quem diz “tá na hora, pessoal!”. Isso mesmo sem ter dormido muito bem durante a noite.

Agora começa aquela fase  (que dura até os 18 meses mais ou menos) mais gostosa, dos abracinhos (ele adora dar abracinhos), das descobertas, das primeiras palavrinhas, da primeira andada sem segurar, caindo de bumbum no chão… Nossa, já sinto saudade antes mesmo de começar…

Em tempo: Sabem o que ele adora? Cabelos! Especialmente à noite, quando está na cama da mamãe. Oh, sina minha!

smart boy

-Mamãe, se eu comer tudinho vou ficar forte e grande que nem o papai, né?
– É, filhote, vai ficar sim!
(pausa pra pensar)
– Então não quero comer não, porque se eu crescer igual ao papai não vou poder mais brincar com meus brinquedos…

Tentei explicar que ele não cresceria de repente, que seria aos poucos e tal, mas ele não se convenceu muito não.

Lição do dia: comer é pra ficar forte e (ainda mais) bonito :), porque ninguém quer que ele cresça rápido demais 😉

ah, esse menino…

Ontem, Vivisauro enquanto fazia seu business number two, gritou:

– Mamãe!!!!!
– Que foi, filhote?
– Vem aqui, porque eu preciso que você aperte aquele negocinho na parede, perto da toalha, pro banheiro ficar beeeeeeeeem cheiroso.

É ou nao é uma pecinha rara?

Ele é tão sensível aos cheiros e tão averso à sujeira (apesar de ser uma briga pra tomar banho), que ao ver que o papai chegou do futebol, ou da academia (ou mesmo do trabalho), sai correndo e gritando: “ele tá sujo, vai me encostar, socorro!”. Sem falar que sempre pede pra que eu cheire sua cabeça pra garantir que está cheiroso 🙂

beijing: conclusão

Só pra encerrar o assunto Beijing, deixo aqui algumas conclusões e notas sobre nossa viagem:
– Queria muito (muito mesmo) ter tirado fotos decentes mas por razões óbvias não foi possível. As fotos foram poucas e basiconas, nos moldes de turistão mesmo. Das poucas mais de mil, acho que só se salvam umas cem. Com uma criança e um bebê que atraem multidões, dois carrinhos e uma bolsa pesada, não daria pra fazer melhor 😦 É bem complexo conseguir tempo e inspiração pra conseguir boas fotos. Quem sabe da próxima vez a gente consegue deixar as crianças no Brasil? 🙂
– Queria ter feito mais compras (especialmente seda e esculturas), aproveitando que fiquei master na arte da barganha 🙂
– Queria ter ido a tantos outros lugares, mas as distâncias de um ponto ao outro são gigantescas, mal dá pra fazer um ponto por dia… Precisaria de pelo menos mais uma semana e de deixar as crianças no Brasil
– Beijing é muito, muito, muito poluída: do dia em que chegamos até dois dias após nosso regresso, tive meus olhos, garganta e nariz irritados
– Prestação de serviços não é o forte do povo chinês
– O inglês deles é pior do que precário, é praticamente inexistente, Além de não falarem direito, frases não fazem sentido pra eles, quando muito, entendem palavras soltas.
– Pegar taxi é uma aventura à parte: Muitas vezes, nem adianta mostrar mapa, nem endereço escrito com caracteres chines, impressionante!
– Os pontos turísticos são maravilhosos e cheios de história
– As pessoas dormem nas mesas dos restaurantes após comerem (!!!)
– Algumas crianças usam a tal roupa “rasgada” no bumbum
– Tudo o que eu li à respeito da China (e que vocês podem checar nos meus posts pré-viagem) é verdade, confirmei pessoalmente.
– As crianças foram ótimas! Mas o sucesso da viagem dependeu fortemente da companhia dos nossos amigos Nicolas e Vivian
– Preciso voltar à China, outra cidade certamente, pra fotografar mais e comprar mais e para experimentar a vida noturna.

beijing: sétimo dia – comprinhas de despedida

Nossa última manhã em Beijing, acordamos e falamos pro Vivi “hoje é dia de voltarmos pra casa!” e ele com a felicidade mais sincera do mundo, vibrou: “Oba! que boa idéia! vou brincar com meus brinquedos… vou abraçar o Woody e o Buzz… Feliz!!”

Depois de tomarmos café saímos pra umas comprinhas de última hora. Mauri ficou no hotel com as crianças porque como já contei, pegar taxi aqui não é fácil. Eu, Vivian e Nicolas fomos de metro. Uma hora pra ir, outra pra voltar, no fim das contas tivemos uma mísera horinha pra comprar lembrancinhas, mas uma coisa é certa: to uma verdadeira chinesa na arte da barganha, a ponto de deixar os amigos envergonhados, e dizerem que fui longe demais =O| e os vendedores sem o sorriso no rosto no final da transação. Só aceitei o meu preço. Tô que tô, hahaha – claro que essa cara de pau só funciona aqui na China… imagina se euzinha vou barganhar em qualquer outro lugar? Mó vergonha 🙂

O que eu sei é que do jeito que eu tava, se mais tempo tivesse, voltaria pra casa com uma mala cheia de good deals. Mas Deus não dá “tempo” à cobra, hahaha

Voltamos correndo pro hotel, em tempo de fazer o check-out e voar pro aeroporto. Confusãozinha básica pra embarcar, visto a variedade de passaportes, mas no fim deu tudo certo. Deu até tempo de, entre um vôo e outro, rolar o último assédio às crianças – e tome de flash!

Mais uma vez, minha noite no avião foi horrível, não dormi nadinha, um saco.

Estamos de volta a Melbourne. Que delícia voltar pra casa após uma viagem cansativa. São duas sensações maravilhosas: esta e a de colocar o pé descalço no chão após horas em cima de um salto agulha. Mas apesar do alívio de estar em casa, já começo a me perguntar: qual será nossa próxima viagem? Bem que podia ser uma semaninha de lagartixa na Tailândia ou no Vietnã, num Resort, só pra recarregar as baterias, né não?

Oh well, na pior das hipóteses, devemos ir ao Brasil no fim deste ano ou início do próximo – se encontrarmos um preço viável, claro, porque ninguém pemrece pagar 3.300 dólares por cabeça.

beijing: sexto dia – ming thomb, muralha da china e village

Em nosso último dia de turismo tivemos que nos render à uma excursão, já que a Muralha da China fica bem distante da Cidade, cerca de duas horas. Então, de quebra tivemos que cumprir o roteiro do grupo que incluía Ming Thomb e duas outras paradas: uma pro almoço, estrategicamente situado dentro de uma mega loja de jade (tudo caríssimo!) e outro no mercado da seda (no qual nao entramos, mas isso conto no fim).

Na verdade, quase não conseguimos ir à Muralha, o que seria uma lástima, tudo porque demoramos a dizer se querímaos sair às nove ou às dez e quando conseguimos falar com eles, já haviam fechado com outro grupo. No fim das contas, na noite do dia anterior ao passeio, conseguimos, por sorte, fechar com outra excursão, que saía às 7 da matina. Bom, pelo menos era esse o combinado. O fato é que acordamos cedo (coitadas das crianças), tomamos café e esperamos, esperamos, até que finalmente, às quase 9 horas, chegou o ônibus e lá fomos nós.

A primeira parada foi Ming Thomb, lugar bem mais ou menos e quando perguntamos onde era a tal tumba, disseram em algum lugar ali atrás”, apontando pra uma florestinha. Okay, valeu pela experiência.

Depois disso, paramos pra almoçar, mas antes deveriamos zanzar pelas mega instalações da fábrica/loja de peças de jade. Muita coisa linda, mas tudo surrealmente caro. Não compramos nada, óbvio.
Aparentemente o guia ganha uma comissão pelo número de pessoas que traz até a loja (que outro motivo teria pra nos levar pra almoçar ali?). Por sorte, o restaurante era super nice e a comida muito gostosinha (e estava incluída no preço). Só comecei a ficar chateada quando, antes de almoçarmos, o guia disse que a comida ainda não estava pronta e que podiamos dar uma volta pela loja pra passar o tempo e quando dissemos que preferíamos esperar no bar, bebendo uma água, ele disse “ah, não tem nada bom no bar”, como forma de nos forçar a zanzar pela loja. Odeio isso! Obviamente ficamos no bar e, mais uma vez, as crianças foram foco de assédio (morar na China seria um verdadeiro filme de terror, reparem).

Finalmente, após não comprarmos nada, almoçamos e partimos em direção à tão esperada Muralha da China! Gente, o que é aquilo? Sem palavras pra descrever a grandiosidade, a magnitude daqueles muros, escadarias e rampas daquela estrutura milenar. Incrível! Mais uma vez, lamento muito não ter conseguido capturar a grandiosidade da obra com fotografias, mas era impossivel: com duas crianças, bolsa pesada, calor dos infernos, cabeçada de turistas e uma neblina (poluição!) danada (pra não falar do assédio que, obviamente continuou), mesmo com a ajuda do tio Nicolas e da tia Vivian, foi impossível, parar pra absorver a vista devidamente. Que frustação. Mas sabem o que não faltou? Gente chegando de todos os lados pra tirar fotos com os “zoiúdos”, damn it!

O fato é que mesmo sem fotos decentes, vou guardar para sempre aquela imagem única em minha mente. Absolutamente divino.  Mesmo com toda a dificuldade de carregar as crinaças em meio àquela multidão, mesmo com a bolsa pesada e os degraus de tamanhos diferente, mesmo com as rampas íngrimes e o calor dos infernos, eu voltaria uma, duas, três, quantas vezes me fosse possível. Vale cada degrau.

Tá, vou confessar, não subimos tantos degraus assim, até porque pegamos um teleférico que nos levou pro ponto mais alto daquela região, mas ainda assim deu pra cansar e pra ver a magnitude daquela fantástica obra de arquitetura militar.

Uma curiosidade é que caiu por terra aquela estória de que do espaço dá pra ver a Muralha, afinal, apesar dos quase 9 mil Km de extensão de muros, a largura de cerca de 7 metros, jamais permitiria que a obra fosse vista de tão longe.

Dando sequência à nossa excursão, a última parada foi no tal mercado da seda, onde, dada nossa experiência anterior, preferimos não entrar, até porque as crianças estavam cansadas e nós ainda queríamos fazer umas comprinhas. Aí veio nossa surpresa: A partir do momento em que dissemos que não entraríamos no tal mercado, nossa excursão foi encerrada e o guia se recusou a nos lavar de volta ao hotel, pasmem! Ou seja, aparentemente, nosso “contrato”com a excursão nos obrigava a ir em todos os lugares, sem direito à escolha, uma característica bem chinesa, diga-se de passagem, e como nós não respeitamos nossa parte no “acordo”, tivemos nosso “contrato” rasgado. Que tal? Fiquei muito danana da vida, mas fazer o que? Com quem reclamar? Enfiamos o rabinho entre as pernas e, com muito custo, conseguimos pegar um taxi até nosso próximo destino (os taxis muitas vezes não aceitam mais do que 4 pessoas, ainda que as outras duas, sejam crianças de colo).

Nossa última parada do dia foi num bairro de estrangeiros, chamado Village, onde há um mercado Russo, onde fizemos umas comprinhas (devidamente barganhadas) à jato. Jantamos num árabe no mesmo bairro. Comida deliciosa, mas o que mais me emocionou foi o banheiro, que era limpíssimo e cheiroso. Fiquei emocionada (vocês sabem que não vou a banheiros público, né?)

Esse bairro de estrangeiros é super cool, moraria lá “facinho , facinho” :). Arquitetura decente, centro comercial bem bacana, lojas conhecidas, limpinho, bem internacional.

De volta ao hotel, pra encerrar com chave enferrujada, nossa última noite na China teve vizinho de quarto com TV nas alturas e quando ligamos pra reclamar, quem disse que o povo da recepção que acha que sabe inglês nos entendia? Eles estavam quase mandando alguém até o nosso quarto pra ver qual era o problema com nossa TV! Após muita tentativa, o marido desistiu de tentar explicar que o problema era a TV alta do vizinho, afinal eles não falam inglês e não adianta falar frases construídas, em geral, o segredo é jogar palavras soltas, pra eles juntarem e tentarem entender a idéia, mas essa noite, nem isso adiantou. O jeito foi colocar o travesseiro na cabeça e esperar o sono do vizinho chegar.

Vamos às poucas e vergonhosas fotos (as piores de toda a viagem, infelizmente…). Algo me diz que terei que voltar à China só pra fotografar decentemente um dos principais motivos (senão O principal) do meu interesse nesta viagem… Oh well, fizemos o que foi possível, dadas as condições.

beijing: quinto dia – old beijing & peking duck

Hoje fomos dar uma volta num lugar que chamam de Old Beijing, mas na verdade foi reconstruído faz dois anos. Trata-se de uma rua destinada ao comércio de souvenir e coisas tradicionais chinesas como seda, porcelana, roupas e outras coisitchas mais. Encontramos até barata e escorpião no espeto, pasmem!

O dia foi bem light, fizemos umas comprinhas, coisa pouca, quando eu comecei a esquentar as turbinas, já era hora de partir pro almoço. Mas valeu, consegui comprar umas poucas lembrancinhas, uns quadrinhos pra casa e de quebra, encontrei um vestidinho muito fofo pra mim, por um precinho fantástico, graças a ajuda da tia Vivian e do tio Nicolas 🙂

Uma curiosidade é que a estrutura da rua era de rua de pedestres, entretanto, volta e meia passavam carros, bicicletas e motocas, sem se preocupar com o pedestre. Coisas da China, I guess…

Comprar na China é muito bom, ainda mais quando você não mora na China: vem pra cá e se acha rico 🙂
Se você me perguntar se me arrependo de alguma coisa nessa viagem, vou ter que te dizer que sim, me arrependo de não ter destinado um dia inteiro às compras.

Antes de vir pra cá, pensei, “pô, não tô indo a China pra comprar, caramba, afinal, tudo nessa vida é made in China, além do que, odeio comprar coisa fake”. Mas como eu estava enganada. De fato, tem muito fake e tudo é made in China, mas vi tanta coisinha fofa, tradicional, tanto objeto de decoração interessante, tanta lembrancinha bonitinha, que me arrependo horrores de não ter trazido uma mala pra encher de coisinhas. Quem sabe numa próxima? Shanghai me parece bem atraente 😉

Enfim, munida de singelíssimas duas sacolinhas, deixamos a tal rua e fomos, à convite dos pais da Jiemiao, provar do pato mais famoso de Beijing o “Peking Duck”! Gentem, que experiência! O pato nos foi servido nos moldes tradicionais, fatiado à nossa mesa, sendo que todos as fatias tinham um pedacinho da pele tostadinha.  Mas antes que o pato fosse servido, veio a parte mais especial: a melhor parte da pele tostada, um pedacinho apenas, mas que delicia! O pato você deve comer num “embrulhadinho”, você pega a massinha, abre na mão, molha o pato no molho, adiciona uns palitinhos de vegetais, enrola e manda ver!

Delicia! E os outros trocentos pratos de acompanhamentos? Nossa, um mais gostoso que o outro. Estava tudo muito gostoso, as únicas coisas que não me encantaram foi o pé do pato (!!) e a sopa feita da ossada (too easterns for my taste). A sobremesa, como meu maridinho bem apontou, não é doce, engraçado. Em compensação, o suco de manga, meo deos do ceo :), que delícia!

Super experiência! Se voltarmos à China um dia, certamente comerei o Peking Duck novamente 😉

Eh, Tá acabando… amanhã é nosso último dia inteiro por aqui. Depois de amanhã, ao meio-dia temos que fazer o check-out e correr pro aeroporto!

Vamos às fotos.