and here we go again

O tempo passa, o tempo voa e em tres meses o nosso contrato de aluguel vence mais uma vez. O que isso significa? Que mais uma vez iremos nos mudar.

Um leitor atento e intrigado, perguntaria “mas por que, se finalmente o problema do vazamento foi resolvido?”
Ah, meu amigo leitor atento e intrigado, temos varios motivos pra nao permanecer aqui, dentre os quais ressalto apenas dois ou tres:
1- a nova mancha de agua que surgiu e vem se alastrando, desta vez na suite, no andar de cima, ou seja, alerta vermelho no telhado (e eu nao quero mais lidar com esse povo enrolao, mau educado e sem consideracao)
2- se Papai do Ceu quiser/permitir, volto a trabalhar no segundo semestre, o que significa que bebezuco vai pra creche (buaaaaaaaaaaaa) e, portanto, precisamos morar mais perto da creche e do trabalho do marido, senao o povereto (do marido) vai passar maus bocados com um bebe e um molequinho no trem por 45 minutos. Alem disso, precisamos morar num lugar mais central, pra aumentar meu raio de acao na procura por um job, afinal nao quero sair de madrugada e chegar a noite e ver meus filhotinhos soh aos finais de semana.
3- eu goxtcho de sofrer! Soh pode neh?

Bem a verdade verdadeira eh que num dia conversamos, ponderamos, analisamos as possibilidades e decimos que nos mudar era o melhor a ser feito nesta segunda etapa de nossas vidas melbournianas. Entretando, eu, a metamorfose ambulante, amarelei – enquanto arrumava a bagunca do quarto da bagunca, ops, dos brinquedos. Pensei, putz! a gente tem tanta tralha coisa, que vai dar um trabalhao empacotar, desempacotar, colocar no lugar, arrumar a casa novamente. Sem falar que, como voces devem imaginar, mudar de casa, significa mudar, ainda que ligeiramente, a decoracao, entao, tome de IKEA nas ideias (a menos, claro, que nos mudemos pra um lugar gemeo desse que a gente mora), e gente, juro, eu nao aguento mais comprar na IKEA, mas do jeito que nossos planos de vida sao malucos, nao quero me comprometer (ainda) com moveis de qualidade, porque vai que no ano que vem a gente decide que “tah bom” de Melbourne?! Bom, eu duvido que eu enjoe daqui, mas sei lah, o mundo dah voltas, vai que a gente decide e bate o martelo que o melhor a fazer eh voltar pra terra do tio Sam? Jah ponderamos isso tantas vezes que eu nao duvido que de uma hora pra outra a gente empacote a casa e mande pra lah. Mas sinceramente, o dia que (e se) isso acontecer, vou com o coracao em frangalhos, porque nao ha um soh lugar nos EUA que, pra mim, seja mais prazeroso de habitar do que aqui (e o que vale nessa vida eh a beleza do dia-a-dia, nao eh mesmo?). E digo isso apesar do custo de vida aqui ser beeeeeem mais elevado (e nao estou falando de moradia, nao, eh mercado, carro, shopping, restaurante… eh o pacote completo).

E aqui estou eu falando de padaria, quando o assunto inicial era a plantacao de trigo…

O fato eh que ateh segunda ordem, a decisao foi tomada (mais pelo marido do que por mim, porque eu adoro essa vidinha do lado da praia e de nao precisar de carro) e nos mudaremos quem sabe no inicio de Junho, antes da nossa viagem a China. E, se Deus quiser, arrumarei na sequencia um emprego nao muito longe da casa nova, o que faz com que a ida ao Brasil, mais uma vez suba no telhado e seja transferida pra meados de 2012. Quem sabe…

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