nao tem preco

E quando eu digo que nao tem preco, nao tem mesmo, eh de graca!
Pois eh, a gente gasta um dinheirao comprando brinquedos, e qual nao eh nossa surpresa quando o bichinho fica saltitante feito pinto no lixo com um complexo de apartamentos feito de nada menos que: caixas de papelao?!
Impressionante a satisfacao do pequeno ao ver o modernoso empreendimento pronto 🙂
Alias, nao sei porque caixas de papelao exercem tamanho fascinio nas criancas. Lembro que eu tambem adorava, soh nao lembro bem o motivo. Talvez pelas infinitas possibilidades que elas oferecem… sao muito versateis, podem ser casa, carro, aviao, carrinho de compras, castelo, forte, barco… e apesar de serem um cubinho, nao tem forma fixa, nao no imaginario infantil. Eh, deve ser por isso que tanto encantam… elas dao asas a imaginacao.

Vinizinho brincando com as caixas que em breve abrigarao livros, cds, revistas, dvds… rumo a casa nova

duas semanas

Em duas semanas, teremos passado nossa primeira noite na casa nova 🙂
To tao ansiosa pela mudanca. Fase gostosa, nem tanto a de empacotar a casa velha, mas a de organizar a casa nova, de repensar os cantos, as fotos, de redistribuir as molduras, as pecas, os livros. De sentir a mudanca, de redecorar, de continuar a fazer nossa historia, agora sob um outro teto. Eh parecido com mudar de blog, soh que mais real. Soh nao se compara a mudar de pais – o que me faz pensar, do jeito que andamos com a casa nas costas, sem criar raizes (afinal, estas estao, ainda que no imaginario, lah nas Terras Tupiniquins), pra onde vamos quando resolvermos que o tempo de Australia jah deu? O que tambem me faz lembrar que, nossa!, fizemos um ano na terra dos marsupiais e nem escrevi um post comemorativo. Aff, soh muito estresse mesmo pra fazer com que eu deixasse passar em brancas nuvens.
Enfim, foi no dia 27 de Maio, ou melhor, 27 foi quando deixamos a casa do Tio Sam, chegamos aqui no dia 29. Vinte e Nove de Maio de Dois Mil e Nove. E me sinto tao em casa, que a unica coisa que me faz cair na real eh o fato de nao poder levar o Vini pra visitar as vovos no fim de semana, ou de nao marcar uma saidinha basica com os velhos amigos. Como se sabe, nao se pode ter tudo… nao ao mesmo tempo…

esquentando os tamborins

Ontem recebemos um pacote laaaaaaah do Brasil, enviado pela tia Mariana, e qual nao foi minha surpresa ao me deparar com duas camisetinhas lindas alem da conta? Sao camisetinhas feitas a mao e personalizadas, uma pro Vini, outra pro Nick. Coisa mais fofa! Vieram junto, duas bandeirinhas do Brasil, pra completar o Kit da torcida jovem da casa 🙂

O Vini jah se adiantou e comecou a balancar as bandeirinhas gritando: “My Bagil, my Bagil!”
O unico problema eh que nao admitiu em hipotese nenhuma que a segunda camisetinha fosse pro ‘imaoginho’. Muito engracado, na hora de conversar com baby Nick, ele nao se inibe em pedir “pegente”, mas na hora de dar a Nick o que eh de Nick, nada feito, nao tem conversa.

Enfim, adoramos os presentes! Obrigada, tia Mariana! =)

Em tempo: Soh quero ver como vai ser a reacao dele quando o irmaozinho sair da barriga da mamae… Minha preocupacao eh que ele ADORA bebes… desde que sejam meninas! Quando o bebe eh menino, ele nao gosta nem um pouquinho, e conforme jah observei, dah logo um passa-fora. Tomara que com o irmaozinho seja diferente, senao, estaremos em maus lencois.

salao pra que?

Como eh costumeiro, no meio da madrugada, Vinizinho veio ter conosco em nossos aposentos. Se embrenhou entre o papai e a mamae e, logicamente, ainda que meio adormecido, pediu, “cabelo, cabelo”. Virei de costas e disponibilizei as madeixas. O problema eh que o bichinho dormiu e nada de largar o osso e, pior!, mesmo roncando, continuava a mexer as maozinhas no meio da cabeleira, o que resultou num emaranhado, um ninho de passarinho. Foi aih que me revoltei, prendi meus cabelos num coque e, ignorando solenemente o choro e a manha, virei de frente pra ele. Adiantou? HAHAHA. Ele, na mesma hora, colocou os bracinhos em volta do meu pescoco (um por cima, outro por baixo), dando um abraco apertado de urso interesseiro, de modo que alcancasse as madeixas novamente. Detalhe: isso tudo sem abrir os olhos! E eu, resignada, resolvi tentar dormir, mesmo com a cabeca imprensada contra seu pescocinho, porque se me agitasse mais, aih eh que o sono iria embora de vez.
Naquele momento soh pude desejar que baby Nick nao de a minima pros meus cabelos. Jah imaginaram dois macaquinhos, ops, molequeinhos pendurados nas trancas da Rapunzel aqui? Quem mandou tomar caipirinha no calice sagrado? Dah nisso…
O que eu sei eh que por muito pouco nao fui esta manha cortar a cabeleira bem curtinha, a cima dos ombros, tipo o que fiz quando o Vini tinha uns 4 meses. Soh uma coisa me impediu: lembrar da gargalhadinha de alegria que o nem-tao-pequeno dah quando eu solto os cabelos. Sim, sou completamente dominada pela alegria dele, fazer o que?

PS. Nao sei se repararam que na foto das 26 semanas meus cabelos estao super ondulados, mas o suposto “new hair style” nao foi proposital, mas sim resultado de uma mistura de dormir com os cabelos molhados e ter o Vivi os amassando a noite inteira (porque como voces jah sabem, ele o faz ateh aos roncos). Quem precisa ir ao salao, quando se tem um mestre na arte coiffeur em casa?

“nao queche!”

Vini agora deu pra nao querer ir a creche e jah acorda dizendo: “queche nao, don’t like it”
E aih, pra convencer o pequeno que vai ser legal eh um suplicio, haja labia.
Hoje de manha foi especialmente sofrido e o bichinho saiu de casa chorando, como se estivesse indo pra tortura. Eu fico com o coracao em frangalhos, morrendo de doh, mas fazer o que? Se ele tiver todos os seus desejos atendidos, vai se tornar uma fera indomavel, entao, nos mantemos firmes e a base de muita conversa, tentamos convence-lo a ir.
Hoje, quando, mesmo choroso, jah estava quase botando o peh pra fora de casa, viu que estava chovendo e, num ato desesperado, tentou mais uma vez: “it’s raining!” e, se esgoelando, recuou. Sim, ele sabe que se estiver chovendo a gente nao sai pra passear, entao por que cargas d’agua deveria ele ir pra creche num tempo desses? – deve ter pensado…
Mas foi, tadinho, resignado.
Soh nao entendo o porque dele, de repente, na querer mais ir pra creche… jah ateh pensei que pode ter alguma coisa a ver com o fato de estarmos nos mudando, sei lah… A gente sempre conversa com ele, contando que vamos nos mudar pra uma casa diferente e, inclusive, toda vez que fomos a inspections, falamos pra ele: “voce quer ajudar a mamae e o papai a escolher nossa casa nova?” e ele sempre animado respondia que sim. Tambem explicamos que vamos guardar tudo o que tem na casa atual em caixas pra levarmos pra casa nova e ele sempre se mostra muito positivo.
Nao sei, esta eh a unica coisa diferente nas ultimas duas semanas. Serah que estah de alguma forma relacionada com a repentina aversao a creche?

confesso

Lembram quando contei do momento em que a agente da imobiliaria me comunicou sobre a reducao do aluguel? Lembram que eu ainda estava no pavimento terreo, preocupada com o tamanho dos quartos? Pois eh, tenho que confessar que ao subir pro primeiro pavimento ainda estava euforica com quanto iriamos economizar dada a generosa reducao. Fiquei tao abalada que me deixei levar pelo momento de alegria e enxerguei todo o resto com embacados olhos desejosos e o resultado eh que, logo eu, quem diria?, superdimensionei as medidas da area social, ignorando solemente o fato de que a cozinha eh completamente aberta e portanto precisa que seja estabelecida uma barreira mental entre ela e a area de estar, o que reduz consideravelmente o espaco disponivel.

Conclusao? No fim das contas, puxa daqui, empurra dali, e temos um espaco social extremamente parecido (nao em forma, mas em tamanho) com o nosso atual e com isso, meu sonho da sala mais espacosa foi pro espaco (o que acabamos conseguindo foi uma cozinha menor, isso sim). Mas tudo bem, como diria o anjinho no meu ombro direito, “foca, Erica, foca!” Afinal, esta foi, de longe, a melhor casa que conseguimos, ainda mais considerando tempo de construcao, acabamentos, preco e localizacao… e bem ou mal, abriga perfeita e confortavelmente nossos moveis. Anyway…

contrato assinado. acaba uma novela, comeca a outra :)

E aqui encerramos oficialmente a novela da procura pela casa =)

Hoje pela manha, assinamos o contrato e na sequencia comemoramos com um brunch delicioso – com gostinho especial de alivio.

O engracado eh que ainda a caminho da imobiliaria, uma amiga brasileira que mora duas estacoes antes da nossa futura morada me liga dizendo que esta manha, uma casa vagou no condominio dela e que se eu quisesse ver, era soh ligar pra imobiliaria, porque ela jah havia comentado com a agente sobre mim. A ironia eh que o condominio dessa amiga eh no mesmo esquema daquele onde vamos morar, soh que com o bonus do quarto quarto, ou seja, tres quartos embaixo, o que seria PER-FEI-TO, uma vez que me livvraria do estresse de ter que encaixar duas criancas num quarto apenas. Claro que nao fomos ver, ateh porque jah havia acertado de assinar o contrato esta manha, mas ficamos com a pulga atras da orelha. Serah que deveriamos ter ido? Hummm, bom, vamos pensar pelo lado positivo, apesar de termos ficado com a casa de 3 quartos, ela eh novinha em folha, seremos os primeiros a morar lah. Alem do mais, essa casa que surgiu do nada, eh fruto do despejo dos entao inquilinos (que aconteceu esta madrugada!), os quais apos estarem inadimplentes por alguns meses, foram retirados a forca da propriedade. Jah imaginaram a energia? Passei um tempao pensando em como deve ter sido horrivel ser arrancado de casa no meio da madrugada… serah que havia criancas na casa? Nao gosto nem de imaginar. Claro que nao acho que eles estavam certos em nao pagar os alugueis, mas sinceramente acredito que nao tenham dado o calote por vigarisse, imagino que tenham perdido o emprego, sei lah…

Somado a isso, parece que era uma familia meio esquisita, logo, quem me garante que a casa estaria em boas condicoes? Anyway, pra tirar a pulga de tras da orelha e esquecer o valor do tao sonhado quarto quarto, tenho mesmo que focar nos “contras”.  E, na pior da hipoteses, se a casa estivesse tinindo, toda arrumadinha (o que eh bem possivel, jah que o condominio eh novo), tomara entao que a sala seja menor ou, melhor ainda, que o preco do aluguel seja bem mais alto… soh assim pra confortar meu coracaozinho perfeccionista  =)

Enfim, soh achei muita coincidencia essa amiga me ligar justo quando estavamos a caminho de assinar os papeis… Tanto tempo procurando pela casa nova e quando a gente encontra e tem (kind of) certeza que eh AQUELA, surge a famosa opcao oculta.

Eh no minimo engracado (ou triste, depende do ponto de vista).

Mas nao vou ficar me lamentando, senao um desavisado passante pode achar que sou do tipo mal agradecida, eterna insatisfeita, “oh vida, oh azar”, daquelas que soh veem o lado negativo das coisas… o que definitivamente nao eh verdade. Entao, encerro aqui a presente novela, deixando, eh claro, as cenas da proxima a entrar no ar:

Como solucionar um dormitorio pra um bebe e um molequinho, sendo que o quarto tem apenas 3 x 3.2, uma das paredes eh toda ocupada pela porta de vidro que dah pro patio, uma outra parede eh toda ocupada pelo armario embutido e espelhado (eh, armario espelhado em quarto de crianca… oh vida!) e a porta de acesso ao quarto ocupa 1/4 de circunferencia de raio de 80 cm, ou seja, tenho livres dois pedacos de parede, um medindo 2.2, outro 2.4. Olha, me considero uma pessoa criativa e sempre consegui resolver problemas espaciais (especialmente os de falta de espaco) sem grandes estresses, mas esse armario espelhado e essa parede envidracada estao acabando com a minha beleza (e com o espaco pra enfiar um berco, uma cama, uma night stand e uma comoda/trocador, sem deixar o quarto com cara de deposito. 

Bom, mas isso jah eh uma proxima novela, para um proximo post, porque ser humano que eh ser humano precisa de problemas pra resolver 😉