o lider da patota

Ontem fui com o Mauricio buscar o filhotinho na creche. Chegando lah, encontramos criancas comportadas, sentadinhas a mesa tomando seu ‘afternoon tea’ como manda o figurino. Pois bem, o sossego nao durou muito e assim que o Vini nos viu, comecou a fazer festa e apresentar seus amiguinhos. Disse o nome de uns tres, apontando pra cada um e no fim, disparou a falar o proprio nome e se pos a correr em volta da mesa do lanche. Nao demorou pra que fosse seguido num roda-roda infinito por todas as criancas, que corriam e gritavam: “Vini Vini Vini” repetindo como macaquinhos o que seu mestre fazia.
As tias, na tentativa de acalmar as criaturinhas descontroladas, chamavam a atencao pra outro canto, pra dispersar o movimento, foi quando uma delas teve a ideia de colocar musica. Pra que? O Vini foi o primeiro a aceitar a troca e atras dele foram seus fieis seguidores. Todos pulando, dancando, mas soh o Vini gritando =O|. Isso porque era o fim do dia e ele havia passado horas pulando e brincando na creche com os coleguinhas. O mais engracado foi ver a bateria de um por um acabando, menos a dele, eh claro. Vini continuava lah, firme e forte tocando o terror. Foi uma dificuldade tira-lo de lah. Eta bateriazinha dificil de gastar! E quando chegou em casa, ha! pensam que foi dormir? Pergunta pro pai dele…

banana-cucu-mel

Este eh o papazinho predileto do pequeno: bananinha amassadinha com pedacinhos de cookies e mel. Eh a primeira coisa que ele pede ao chegar em casa da creche, e nos fins de semana, pede logo quando acorda, ainda deitado na cama :). Durante a semana ele nao tem tempo de comer antes de sair pra creche, coitado, porque jah acorda colocando a mochila nas costas e falando: “vovoh tina” (a tia preferida de creche) “anta, papai!” (anta = levanta) “achaih” (= vamos sair). eh ou nao eh uma figura rara?

gente (sem nocao) que me irrita

Sabe aquele tipinho que esbarra contigo na rua, pergunta sobre sua vida, ao que vc educadamente responde que estah tudo bem, mas ele nao se dah por satisfeito, e continua: “casou?” e se tiver casado “pra quando eh o filho”, e se jah tiver um filho “e o segundo vem quando” e se jah houver um segundo “tah trabalhando” e se estiver trabalhando “jah comprou uma casa?”. Sabem o tipo?? Pois eh, tem gente que eh, sim, muito sem nocao e nao sossega ateh poder dizer a frase “ah, mas nao se preocupa, vai acontecer…” (seja o casamento, o emprego ou a casa prorpia). Me irrita!

lucky poo

No fim de semana, Vinizinho, arteiro que soh, resolveu deixar um “presente” bem ao lado do peniquinho (aquele que ele nao usa pra outra coisa senao dar banho nos seus companheiros de chuveiro). Pois bem, ateh entendo porque ele nao quis depositar o tal presente no penico, afinal, pra ele, trata-se, na verdade, da banheira dos seus bonequinhos. Mas, po, bem do ladinho? Provocacao!
Enfim, o fato eh que terminado o feito, saiu pela casa gritando “lucky poo, lucky poo”, com certo ar de contentamento. Lucky poo (‘Coco da sorte’)??? Que diabos eh isso?

Hoje, resolvi procurar na internet fundamento pra expressao… e nao eh que achei?? Soh ainda nao consegui relacionar os casos. Alguem tem alguma ideia?

Em tempo: pra quem ficou curioso a respeito o lucky poo, eh soh clicar na expressao em negrito 😉

quick note

Cultural? Nao sei, mas uma cena que jah vi inumeras vezes aqui em Melbourne me choca um tantinho. Volta e meia vejo uma mae, que procurando ter as maos livres para segurar seu bebe, ou acomoda-lo no carrinho, ou dentro do carro, ou mesmo durante a troca de fralda, nao pensa duas vezes e segura a chupeta com a boca. Ateh aih, nada de mais, neh, voce pode tranquilamente segurar a chupeta pelo lado oposto ao bico, certo? Mas nao eh o que vejo por aqui. Vejo, sim, muitas maes que tacam a chupeta na propria boca, como se elas fossem o bebe. E andam pelo shopping ou pela rua assim, pagando chupetao, como se fosse a coisa mais natural do mundo, e quando o dono da dita-cuja a requisita, lhe eh devolvida a posse, assim, de uma boca pra outra. Pra que?, eu pergunto.

hora do ‘quemegio”

No ultimo sabado, o Vivi apareceu com varias picadas de inseto na perna e aos poucos elas foram ficando bem inchadas – pelo visto ele eh alergico, como a mamae. Ao mesmo tempo, ficou um pouco resfriadinho, com uma tossinha chata e o narizinho escorrendo. Comecamos a dar as bolinhas e o xarope pro resfriado e a passar a pomadinha nas picadas de inseto. Bastou a primeira vez, para que ele, de hora em hora, pedisse: “quemegio, mamae” (quemegio = remedio), “bolila, mamae” (bolila= bolinha)
O problema eh que o resfriado passou logo e ele jah nao precisava mais tomar as bolilas, ops, bolinhas :), entao percebendo que nao teria mais bolinhas, resolveu intensificar no pedido pelo quemegio. A (nossa) sorte eh que ele passa o dia na creche, porque o bichinho jah acorda (quando nao o faz de madrugada) apontando pro “dodoi” e pedinho o tal do “quemegio” 🙂
Vamos ver o que ele vai inventar quando nao precisar mais da pomadinha…

ajuda, vivi!

Jah faz um tempinho que comecamos a tentar estimular nosso pequeno a, ao inves de gritar, chorar e se frustrar, pedir ajuda naquelas situacoes em que ele sozinho nao consegue resolver o caso. Entao, seja para abrir uma caixa de brinquedos, colocar no lugar a cabeca da Lilica, ou encaixar os vagoes no trenzinho, a gente fala pra ele: “pede ajuda pra(o) mamae(papai)”, ao que ele prontamente repete: “ajuda, mamae(papai)”.
Mais recentemente nosso filhotinho, prestativo que soh, comecou a, digamos assim, “oferecer” (o verbo mais apropriado seria impor) sua ajuda, e hoje eh muito comum voce ouvi-lo dizer: “ajuda, vivi!”, seja quando estamos passando a roupa com o steamer, chegando com sacolas em casa, passando o aspirador, tirando o poh, levando o lixo lah fora, colocando ou tirando a roupa da maquina… tudo eh motivo pro Vivi querer ajudar e a nos, nos resta aceitar.
Eh muito fofo, coisa e tal, soh quero ver ateh quando este interesse nos afazeres domesticos vai durar =)