a quem interessar possa

Daqui a menos de duas semaninhas estaremos, os tres, sob o sol de Fiji, ali, bem embaixo daquela sombrinha de sape, curtindo uma prainha irada da areia branquinha e da agua azul cristalina. Not bad at all, huh?!
Uma semana no bem bom, sem ter que cozinhar ou arrumar a casa, sem me preocupar com nadinha – ou quase… jah que o Vinizinho eh ‘preocupacao’ full time 😉
Breakizinho merecido. Ui ui…

i love mondays :)

Meu filhote que me perdoe, mas ultimamente eu amo segunda-feira =)
Desde que o Vinny comecou a ir a creche (segundas, quartas e sextas), hoje eh meu primeiro dia sem fazer absolutamente nada. Sim, porque eu sempre arrumo alguma coisa pra fazer: um banheiro pra limpar, uma ida ao mercado, um jantar pra preparar, um projeto pra terminar… E essas coisas sempre tomam o meu dia inteirinho. Mas hoje nao.

Hoje, nada de limpar/arrumar a casa, nada de lavar a loucinha que restou na pia (maridinho fofi ontem fez um excelente trabalho), nada de fazer comida (pelo menos nao ateh o fim do dia), nada de fazer nada! To aqui, lagartixando feliz da vida no meu sofa, assistindo Ellen Degeneres e sem a menor pontinha de culpa. Alias, jamais imaginei que fosse tao bom fazer NADA.

Obvio que nao vou gastar meus 3 preciosos dias de “folga” fazendo nada, mas pra inaugurar meus momentos de liberdade, decidi comecar assim, pagina em branco e nada na cabeca. Nao que eu aprecie ficar em frente a TV…na verdade fico bem impaciente (e por isso peguei o computador pra escrever esse post), mas estou me forcando a viver essa magica experiencia de relaxar, pelo menos por uns instantes.

Mas o melhor estah por vir, ideias na cabeca nao faltam, muito ha pra se fazer. Inclusive, pra comecar com o pe direito, estou aqui de frente pro livro que comecei a ler faz quase um mes (!!!!), vibrando com a possibilidade de, enfim, poder me entregar a ele e quem sabe termina-lo?! Muito bom pra ser verdade, mal posso acreditar! Parece simples, neh? Ler um livro… nao pra mim que jah estou nessa vida de nao ter tempo pra mim ha dois anos.

Pra ficar ainda melhor, agora, com o tempo ficando mais quentinho – ou menos friozinho? – posso caminhar na praia e na volta parar na Church St. pra tomar um chocolate, comer um docinho, oh vida chata…

Aih, voce, leitor, se pergunta: mas ela nao vai se mexer pra procurar emprego? Oh dear, I wish! Mas a verdade eh que fiz as pazes com a situacao ridicula que a crise criou e decidi que nao vale a pena me estressar, me deprimir, chorar, nem arrancar os cabelos. Vou relaxar e aproveitar esse resto de ano, pra entrar em 2010 com forca total, de espirito e energia renovados pra, finalmente, reestruturar minha vida profissional. Por hora a ordem eh cuidar de mim: corpo e alma.

O show da Ellen terminou, hora de Ines of my Soul (detalhe, ganhei esse livro no meu aniversario de dois anos atras, quando o Vinny havia acabado de nascer).

PS. Pra coroar o ‘fazer nada’ sabem qual foi meu almoco hoje? Um pacote de Oreo com leite geladinho. Se isso nao eh fazer nada, nao sei mais o que eh 🙂

mudando de assunto..

Uma coisa muito interessante que reparei nos australianos eh que eles nao sao “bones oriented”, nao cultuam a magreza em excesso. Eh engracado reparar que as atrizes, apresentadoras australianas nao sao magrelas de doer e que tem, sim, uma figura super saudavel. Ateh entre as modelos que se ve nos outdoors, ou em capa de revista, nao eh dificil encontrar perninhas mais grossinhas, quadrilzinho mais larguinho e carninhas cobrindo os ossos. Magrinhas saudaveis, elas nem tem cara de doente! Claro que sempre tem um grupo mais ossudinho, mas o meu ponto eh que isso nao eh pre-requisito fundamental e indiscutivel, e que aparentemente, aqui nao ha aquela noia de que pra ser bela – ou modelo – tem que ter os ossos a mostra. Que bom!
Comecei a reparar o fato, assistindo aos programas infantis locais, onde nem os rapazes tem o corpo atletico perfeito, nem as mocas sao ossudas. Muito pelo contrario, eles refletem a imagem de seres humanos normais e saudaveis, ao que eu aplaudo de peh, uma vez que nao estao expondo as criancas ao conceito distorcido de beleza, que impera esses dias, quando o que nao falta por aih eh comunidade real e virtual, escancarada ou subentendida, de meninas bulimicas e anorexicas.
Nao sou contra magreza (eu mesma ateh meus 20 e pouquissimos era um cabidinho de roupa, mas sempre comi feito gente bem grande!), sou contra a doenca, a mania de magreza que faz com que, principalmente, a populacao do sexo feminino se abstenha das comidinhas gostosinhas, ou pior, comam pelo prazer e botem pra fora, pelo medo de ficarem enormes de gordas. Fala seiro, se nao tem o que fazer, dispensa a diarista e vai lavar um tanque de roupa.
Eu soh posso dizer uma coisa: Parabens pra Australia 🙂

Comigo foi assim: Quando eu era magrela (leia-se 1,71m e 48 Kg), ser magra nao estava na moda at all, e eu cheguei a tomar remedio pra engordar (meu sonho era chegar aos 60Kg! minha mae dizia que eu era louca), tamanho era meu trauma de ser tao, let’s say, “esbelta”. Durante o segundo-grau, um ‘amigo’ se referia a mim, como Etiope (!!!!!), devido a minha longelinea figura. E olha que eu nao era uma tabua, nao! Tinha ateh bum-bum e peito – nada em excesso, mas tinha.
No colegio, na hora do intervalo, comia 5 salgadinhos, sem falar da pipoca doce cheia de leite condensado por cima, de ‘sobremesa’ e dos 3 lances (o chocolate) que comia entre uma aula e outra. E nao conseguia engordar um graminha.
Tinha verdadeiro pavor de ser magra, ateh que me juntei as minhas semelhantes e passei a nao me achar mais fora dos padroes: foram bons anos aqueles 🙂
O tempo foi passando e quando eu terminei a faculdade, consegui atingir os 53, o que ainda nao era o considerado normal, mas eu jah me sentia parte da sociedade (sociedade essa que jah estava entrando na noia da magreza em excesso). Hoje, no topo dos meus quase 32, nao estou com os 60 sonhados outrora (mas jah estive, no periodo pos-gravidez), entretanto tambem nao sou mais apontada como magrela (thank God!). Sou um ser humano normal, finalmente 🙂

i’m brazilian, damn it!

Nada contra Marias del Bario nem Francescas, mas, po, nao aguento mais ser confundida com elas.
Nos EUA, eu era, obviamente, mexicana. Cabelos e olhos castanhos, pele escura (???), nao havia duvidas. Quando muito, saia com o titulo de Porto Riquenha, mas de um modo geral eu era a propria Maria del Bario.
Precisei vir pro outro lado do mundo pra perder o estigma de Dora, e ganhar um novinho em folha: aqui sou Francesca.
Tah certo que eu mesma vivo confundindo os asiaticos dos olhinhos puxados: raramente sei diferencia-los (sorry, Fuka :)). Mas nunca, nunquinha, virei pra um e “adivinhei” de onde ele realmente era.
Como eu disse, nada contra mexicano, porto riquenho, italiano, espanhol ou qualquer outra nacionalidade, soh nao gosto de ser colocada no mesmo saco, caramba. Por que cargas d’agua eu tenho sempre que fazer parte do grupo de imigrantes dominante? Nao eh um saco quando falam contigo numa lingua que nao eh a sua, soh por suporem que eh sua lingua-mae?
Sou brasileira, caramba: bra-si-lei-ra!
Mas se for pra confundir, preferia ser italiana nos Eua e mexicana aqui =)

uterere

As coisas vao bem, obrigado. Minhas aulas ja acabaram. Soh volto a elas em Marco. O semestre tem apenas 13 semanas, mas malandramente, meu colega, que eh o coordenador da materia, cancelou a ultima aula…se voce ainda considerar que as primeiras duas aulas foram uma enrolacao introdutoria sem vergonha e a ultima foi basicamente refazer uns exercicios, chegamos a miseras 9 aulas de verdade. Infelizmente, semestre que vem isso deve mudar. Em tese tenho que dar aula pra duas turmas por semestre, nao necessariamente da mesma materia. Ha umas duas semanas divulgaram o plano de aulas pro ano que vem. A ma noticia eh que no primeiro semestre eu estou fora da materia que dei agora. A boa eh que nao apareco em lugar nenhum:-)

Comentei isso com meu colega indiano e ele disse que era melhor eu ficar quieto. Isso aconteceu com ele tambem e no que ele foi la avisar, arrumaram um monte de pepino pra ele. Ou seja, finja-se de morto e soh de o alerta quando tiver pouco a ser feito. Assim evita-se passar do 8 (no caso zero) pro 80.

Mas na verdade, esse negocio de aula/trabalho eh algo de menor importancia. O que eu queria dizer mesmo eh que nosso time foi campeao do torneio da universidade:-)! Formado as pressas com alunos de doutorado de marketing (+eu) e um grupo de indonesios que nao faco ideia que curso fazem, o Moonwalk F.C. sagrou-se campeao da primeira divisao de futebol de salao 2009.2. Apos um comeco lamentavel com 3 vitorias, 3 derrotas e 1 empate, nos classificamos em 4o, pegando a ultima vaga do grupo no sufoco. Aih, no mata a mata, basicamente fomos diminuindo o tempo de jogo do pessoal mais ruinzinho e mantendo um time bom…e assim atropelamos na reta decisiva com 4 vitorias seguidas, mais ou menos como o Flamengo vem fazendo…rumo a Toquio!!

Aqui vao as fotos do escrete campeao.


A taca que veio soh pra foto. Uma tacinha vagabunda dessa e nego nem pra nos deixar levar pra casa…colocam o nome do time la e fica em exposicao em algum lugar onde ninguem se importa. Quem sabe se a gente ganhar 3 vezes seguidas, nao ficamos com ela em definitivo 🙂


Soh a galera do departamento: Nicolas (Brasil), Saman (Iran), Munya (Zimbabue), Wen (China) e Harry (Indonesia). Esse uniforme soh foi utilizado na semi-final. Na final, para nosso azar, o adversario tambem jogava de azul e perdemos no cara ou coroa.


A equipe apos o esculacho na semi-final acabando com a invencibilidade e marra dos australianos (11×3). Em pe: Nicholas, Alfred, Julian, Mauricio, Nicolas, Saman e Wen. Agachados: Harry, Firman, Munya, Garry e Francis. Como pode-se observar, tem gente que foi ate de calca ja que nao da pra jogar todo mundo e ganhar os jogos…

PS-o titulo do post nao nega que estamos fora do Brasil ha 5 anos…qual seria a expressao do momento? Creu! Creu! Creu!

paparazzo

Passeando, agarrado aos seus fieis escudeiros: Pateh e Mi =)

Aprontando todas e dando uma canseira no papai – a essa altura, o turno da mamae jah havia se encerrado, hehe

 Dificil eh convencer esse bonitinho a fazer o que tem que ser feito, no caso, dar a mao para atravessar a rua
 
Essa marra que tu tira, qual eh?