diario de creche: sobre o primeiro dia

Ufa, chegamos em casa apos o primeiro dia de creche. Vinny comportou-se de maineira mais do que exemplar, dando um show de bom comportamento.

Quando chegamos, logo no comecinho mesmo, ele ficou meio estressado, mas nao demorou a se integrar ao ambiente. Ficamos por lah com ele uns 10 minutos apenas e quando vimos que ele nao estava nem aih pra gente, resolvemos dar tchau pra ver o que acontecia. Como diria a Lilica, “Nada, nao aconteceu nada”. Ele soh olhou pra gente com um ar de indiferenca e voltou a brincadeira. Nada de bye-bye, nada de beijinho.
Ficamos observando do lado de fora por um tempinho, mas ele realmente pareceu nao dar a minima!
Colocamos o  rabinho entre as pernas e fomos embora  – claro que eu saih de lah com os olhos rasos d’agua…
Como hoje foi o primeiro dia, resolvi ficar por lah, por precaucao, entao me abanquei no office do marido, puxei uma cadeira, abri um livro e devorei meia barra de chocolate (mais teria comido se mais tivesse). Ler um livro, taih uma coisa que nao fazia ha muito tempo – uma lastima, eu sei.
Nao posso negar que olhava pro celular de 5 em 5 minutos, o que compromeita um tantinho o fluir da leitura, mas a tensao de poder a qualquer momento receber uma ligacao da creche me assombrava. Nada, ninguem ligou. Passadas umas horinhas, ligamos pra lah pra saber como andava nosso pequeno e descobrinos que ele estava otimo e pra minha surpresa senti uma pontinha de tristeza: meu bebe estah tao crescido…
Pudemos ateh sair pra almocar. Calmamente! Ateh mastiguei antes de engolir. Interessante, nao lembrava mais como era.
Apos o almoco, claro, passamos lah pra dar uma olhadinha, checar de perto se ele realmente estava doing great, e… estava! Como os coleguinhas do nivel dele estavam tirando a sonequinha da tarde, ele invadiu a sala dos mais velhos e foi ter com eles. Uma figura! 🙂
Eh, ele estah muito independente, nao precisa da mamae… Saimos de fininho.
Lah por volta das 4, nao resisti e fui buscar a cria. Estava de bom tamanho pro primeiro dia!
Chegando lah, nao tivemos a esperada recepcao calorosa apos as 5 horas de creche. Ele olhou pra gente, mostrou os brinquedos, contou alguma coisa que, como nao tem a tecla SAP, nao entendemos e seguiu a vida. Pensei, “ele vai arrumar um aue pra ir embora”. Que nada! Falei, “Vinny, time to go home”. Ele me pegou pela mao  e foi em direcao a saida, assim, sem escandalo, sem problemas. Sentou no carrinho e ficou tudo bem. Pra deixar a experiencia ainda mais feliz, dormiu durante toda a viagem de volta no trem. Perfect! Tah bom, acordou quando abri a porta da casa, mas quem pode reclamar?
E de bonus:
1- Parece que na hora do almoco, comeu SO-ZI-NHO! Podem imaginar?
2- Largou o Iouiouiou num canto (e as tias, espertamente o guardaram em seguranca) e nao gritou pro ele nenhuma vez. Inimaginavel!
3- Comportou-se tao bem, que as tias ficaram impressionadas. Nem parecia o primeiro dia.

Serah este um novo comeco de era?
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Em tempo: pra compensar o dia que passou longe, quando chegou em casa, Vinizinho cobriu a mamae de beijos. Ateh perdi a conta 🙂

uma cadeira, um livro e um chocolate

Eh assim que me encontro: sentadinha num cantinho do office do marido (que fica no edificio ao lado da daycare) , enquanto aguardo o telefone tocar, avisando que o prazo de validade do bom comportamento do Vinny expirou.
Sim, hoje eh oficialmente o primeiro dia do Vinny na creche e meu coracao estah apertadinho, enquanto ele estah lah ‘having a lovely day’. So they say…

senta que lah vem estoria

Ontem tive um daqueles dias, mas daqueles mesmo, quando era melhor nem ter levantado da cama, quem dirah sair de casa. Mas saih. Saih em busca de um clinico geral, o tambem chamado medico de familia, que de acordo com as normas australianas eh peca fundamental. Nao se vai a nenhum especialista sem antes passar pelo clinico, que eh quem decide se voce vai ou nao ser encaminhado para um especialista. Soh pra deixar claro, pediatra, que ao meu ver eh um clinico geral infantil, aqui eh especialista e crianca soh vai ao pediatra se o tal do medico de familia achar que deve. Ginecologista tambem.

Enfim, como eu jah nao ia ao gineco fazia tempo – desde que o Vini nasceu, pra ser mais precisa – fui em busca do meu passe, ateh porque jah nao faco preventivo desde antes da gravidez. Entretanto a banda aqui toca bem diferente e apesar do governo, em tese, cuidar direitinho do povo, Jesus!, ainda me belisco pra acreditar pelo que passei.
Seguem os highlights do meu dia de cao:

1- Acordei, tomei meu banho e sai, acompanhada de marido e filho em busca da minha consulta com um clinico

2- Chegando ao hospital aqui perto, descobri que eles nao atendem “emergencia”, e soh quem o faz eh um outro hospital num outro bairro.

3- Mas, como o povo australiano eh simpatico, a mocinha da recepcao conseguiu me encaixar numa clinica “perto” pra dalih uma hora.

4- Voltei pra casa, chequei o endereco e putz!, a tal da clinica fica ha 2 Km de casa!

5- Pulei da cadeira, catei o vini (o marido aquela hora jah havia partido pro trabalho) e saih correndo pra nao chegar atrasada – e nessa, nao troquei o sapato

6- Empurrando o vinny no carrinho, fui marchando em passos ageis, ateh porque estava ameacando chover e nao havia um dolar em cash comigo, ou seja, pegar um onibus ou um taxi, nem pensar!

7- No meio do caminho, a sapatilha (linda, por sinal) arrebentou meu pezinho, que comecou a sangrar, entretanto naquele momento ainda nao sentia a dor que logo, logo iria se mostrar.

8- Aos trancos e barrancos, chego a clinica, entro, me apresento na recepcao e comeco a preencher a ficha.

9- Vinizinho que ateh entao estava colaborando, dah inicio ao seu show (detalhe: eu sozinha com ele).

10- Preencho a ficha e me dirijo a sala de espera, onde o que eu mais fiz foi esperar (peraih, mentira, o que eu mais fiz foi me desdobrar pra impedir que os escandalos do pequeno fossem ouvidos do outro lado da rua). Mas, quem pode reclamar? Fui gentilmente encaixada…

11- Apos a longa espera, minha vez! “Palmerira“, chamou o medico (que era a cara do Dr. House).

12- Entrei, sentei e foi iniciada a consulta, que mais parecia uma conversa de botequim, alias, a primeira frase dele foi “estou vendo aqui que sua primeira lingua eh o portugues, voce entende ingles?” Aloooo! Como assim? Nao, nao entendo, nao, sabe fazer a linguagem dos sinais? (eu, jah querendo vestir a capa da garota tpm)
 
13- Vinny, voltando a ser aquele molequinho impossivel de uns dois meses atras, rasga, sem a menor cerimonia, o mega poster do “Finding Nemo” que havia na sala, ao que eu, obviamente, dou uma bronca e o medico chega bem perto e, engrossando a voz, manda ele pro outro canto da sala, onde havia um cesto de brinquedos (obvio que eu tive que me segurar pra nao pular no pescoco dele. Eu brigo com o meu filho; voce finge que nao se importa com a bagunca dele, afinal, ele nao tem nem 2 anos).

14- Vinny segue aprontando, gritando e irritando a mim e ao medico que, apesar de ter tres filhos e dizer que “sabe como eh”, nao sabe, nao!

15- A consulta mais parece conversa de botequim, a ponto dele me dizer varias vezes: “desculpa estar te perguntando isso, eu sei que soa estranho porque voce nao me conhece, mas preciso saber…”. Aloooo, voce eh o medico! Nao me importa se eu te conheco ou nao, nao estou aqui fazendo social; faz seu trabalho e vamos logo com isso, caramba!

16- Decubro que ele NAO vai me encaminhar pra bodega de ginecologista nenhum (em pensar que soh fui lah pra isso!!!!), jah que segundo ele, os medicos de familia soh encaminham pra especialista se eles nao conseguem resolver o problema. E mais, que ele mesmo vai me examinar, assim, sem nem uma enfermeira pra auxiliar. Pelo visto, eles eh quem fazem o preventivo. Muuuuito estranho!

17- Ninguem merece! Voces nao tem nocao!!! Na maca onde ele examina os pacientes tinha um lencolzinho amassado (na certa o bonitao que foi atendido antes de mim, deitou-se ali, ecaaaaaaaaaaaa!!!!!) e dois travesseiros, com uma cara pessima. Nada descartavel, nenhum papelzinho forrando. Foi necessario muito auto-controle naquele momento.

18- Apos o tal exame, seguiu no questionario informal (acho  que eles aqui acham essa informalidade bacana, soh pode… ai que saudade dos robos americanos!! pelo menos, eles sao bem mais limpinhos), perguntou sobre a vida, se eu estava estressada, se tinha insonia, se tinha um caso fora do casamento (!), enfim, essas coisas normais, enquanto eu tentava prestar atencao nas perguntas, sem tirar o olho do Vinny, que aquela altura estava completamente selvagem.

19- Isso tudo levou uns 15 minutos, que mais pareceram uma vida. Como musica de fundo, os escandalos do Vini, ateh que de repente ele vira pra mim e diz: “bom, eu nao tenho tempo de fazer uma primeira consulta decente contigo, porque foi um encaixe, entao temos que encerrar. Quando voce voltar pra buscar o resultado do exame a gente termina”.

20 – Ainda meio chocada, comecei a catar os brinquedos que meu filho espalhou e com jeito tirar os que estavam na mao dele, oferecendo em troca o Iouiouiou, que estava comigo. Entretanto, o super delicado foi mais rapido e arrancou os brinquedos da mao do Vinny. Fiquei sem acao.

21- Agradeci o tempo dele e me despedi, ao que ele me diz: “nao eh a toa que voce estah estressada, espero que sua vide melhore”. Mais uma vez, fiquei sem acao.

22- Passei na recepcao, paguei minhas contas e parti… pra nunca mais voltar!

23- Na volta pra casa, foram 2 Km embaixo de chuva, que tal? O peh? Seguiu com uma emorragiazinha basica ateh em casa.

24- Passei o resto do dia miseravel, encolhida em casa, desejando nao ter levantado da cama.

Divertido, neh?

Mas minha saga continua e eu preciso encontrar um outro medico de familia. Vamos ver se dou mais sorte da proxima vez.

Soh mais uma coisa: I so need a break 😦

num piscar de olhos

Impressionante, mas foi soh piscar os olhos e ‘puff’ outubro estah na porta… e com ele os aniversarios do Mauricio (32) e do Vinny (2), com intervalo de um semana apenas.

Comeca agora a corrida pra organizar o evento, que sim, serah em nossa pequena casa. A principio queria fazer dois eventos, um em cada domingo, mas acabei dando o braco a torcer e concordando com os argumentos contra do marido, afinal, nao conhecemos tanta gente assim e os convidados seriam praticamente os mesms pros 2 eventos.

O desafio vai ser receber todos os adultos e criancas em nossa minuscula casa, o que transforma a opcao de festinha indoor completamente inviavel.
Facamos entao um evento lah fora, em nosso humilde quintal, que apesar de tambem nao ser grande, torna mais facil o processo de acomodar as pessoas e, principalmente, dah mais liberdade as criancas.

O triste eh que nao tem sequer um espacinho pra acomodar um bounce castle :(… O vinny iria adorar…

Oh well, apos visitar varios sites de buffett, resolvi fazer eu mesma os comes e bebes do evento (mais barato e garantido), em outras palavras: ferrou! Lah vai a Erica lere-lere na cozinha.

Claro que seria muito mais pratico contratar uma equipe de festa infantil, entretanto apos uma intensa procura, descobri que eh um saco organizar festa de crianca aqui em Melbourne, uma vez que nao encontrei uma empresa sequer que fizesse o pacote completo com animacao, local, bolo, buffett, decoracao… Existem varias empresas separadas, uma pro bolo, uma pra mesas e cadeiras, uma pros salgadinhos e bebidas, uma pra decoracao (?), uma pra doces, uma pros animadores… e por aih vai. Muito esforco pra realizar uma festinha pra meia-duzia de gatos pingados, nao eh mesmo? Pois entao, vai ser improviso a la Erica mesmo. Jah ateh tracei o budget por cabeca, porque senao o ceu eh o limite… agora eh maos a obra. Wish me luck 😉

 

PS1. Aparentemente os aniversarios infantis aqui sao comemorados em locais bem especificos – que nao sao exatamente casas de festas, estao mais para playground – que oferecem um pacote fuleirerrimo com meia-duzia de comes e bebes (contados nos dedos mesmo), bolo de sorvete, descartaveis (nem uma musiquinha tem!)… onde as criancas brincam no playground e comem (no momento certo, claro) sentedinhas em volta de uma mesa, comportadissimas. “Tudo isso” pela bagatela de uns 40 dolares por crianca (os adultos ficam separados, num cercadinho), durante um intervalo de no maximo 2 horas. Nao se pode levar nem um brigadeiro. Ah, me recuso! Ateh porque, o Vinny nem tem amigos da idade dele pra compartilhar este tipo de evento. Quem sabe na comemoracao dos 3 aninhos eu me rendo ao jeito australiano de celebrar aniversarios… Mas ateh lah, garden party pro Vinny!

PS2. Ouvi dizer que os mais, let’s say, abastados contratam alguem pra organizar e montar o quebra-cabecas que eh um evento feito assim e fora isso existem tambem algumas empresas chiquerrimas que fazem eventos que custam os olhos da cara, mas cade aquelas casas de festas infantis que tem espalhadas pelo Rio? Cade aqueles precos super coerentes? Aqui eh 8 ou 80!

PS. Soh quero ver quem eh que vai organizar o meu aniversario… Humpf!

disco arranhado

Sei que estou me tornando repetitiva, que jah postei o mesmo tema algumas vezes, mas socorro!, essa mania que o Vinny tem de ficar pendurado nos meus cabelos tem que acabar! Tah pensando o que? Eu nao posso prender as madeixas pra nadinha! Hoje mesmo, quando iniciei o processo de amarrar um rabo de cavalo pra lavar a louca, o bichinho virou uma fera selvagem, saiu correndo pela casa e bateu de frente na parede. Eu demorei uns segundos pra entender o motivo, jah que ele estava brincando normalmente, ateh me ver comentendo o crime. Eh assim, se ele suspeita que eu estou enrolando os cabelos num coque, jah era! Sai correndo, grita, chora. Nao tenho direitos mesmo. Jah imaginaram o que acontece se eu apareco aqui de cabelos cortados? Acho que ele me renega, manda embora, ou entao grita ateh perder a voz e descobrir que nao tem jeito.

E jah que eu estou no complaining mode, tambem nao aguento mais acordar toda manha com um ninho no lugar dos cabelos, sim, porque do jeito que o Vinny pega, estica e puxa, nao ha cabelo que aguente. Os meus ateh que estao aguentando bem o tranco – soh nao sei ateh quando.

O que eu preciso mesmo eh de um corte (afinal, tirar 5 dedos desse comprimento de rapunzel nao vai fazer a menor diferenca) e uma hidratacao, urgentes! Falando serio, se eu saisse no quintal e fosse avistada pelos passarinhos eles viriam, na certa, em minha direcao, pensando ter avistado sua casa.

Sei que tambem jah falei isso aqui, mas tenho uma saudade enorme da Erica-garota-carioca que ia a praia, mas tinha os cabelos hidratadinhos; que nao tinha fios brancos, mas retocava a raiz assim mesmo; que mesmo nao mudando de visual com a mesma frequencia de outrora, estava sempre com o corte em dia. Ai que saudade do Alceu…

cof cof

Por motivo de gripe familiar, Vinizinho ainda nao deu as caras na creche para o inicio da adaptacao (que deveria ter comecado ha dois dias).
O pobrezinho pegou uma gripe danada, a noite nao dorme bem, tamanha a tosse, povereto. Claro que Vinny gripado = mamae do Vinny gripada, soh que dessa vez, o papai do Vinny tambem entrou na danca.
God have mercy!

potty putter: posso com isso?

E quando a gente acha que todo o tipo de futilidade jah foi inventado, dah de cara com isso num site australiano na parte de ‘ideias de presentes’. O pior eh que nao eh piada.
A ideia jah eh um tanto esquisita, mas pra falar a verdade, o modelo me intriga mais do que o produto em si. Fico imaginando como foi o processo seletivo: na sala de espera, um bando de marmanjo sendo chamado um a um a sentar no vaso sanitario cenografico e agir como se fosse a coisa mais natural do mundo acertar a bolinha no buraco enquanto cuida de assuntos privados. E olhem a cara de satisfacao do individuo!

Como eh que um ser desses olha pra mae, filha, esposa depois disso? Sim, porque os amigos devem achar o maximo… 😛

dia bonito + carro alugado = dia de indio :(

No sabado passado fez um dia lindo de sol quentinho e ceu azulzinho, e sabe o que fizemos? Programa de indio! Alugamos um carro e pulamos de shopping em shopping comprando o que ainda faltava pra casa, coisas como aspirador de po, batedeira, hifi system, churrasqueira, moveis pro quintal, soh pra citar algumas…
O caso eh que apesar de termos trazido varias coisas dos EUA, nenhuma delas pode ser utilizada aqui, a menos que comprassemos varios conversores de voltagem nada discretos, e os distribuissemos pela casa, jah que a voltagem aqui sendo 240 nao nos permite usar eletro-eletronicos / eletro-domesticos americanos. Gracas a Deus que pelo menos fimadora, laptop e camera estao saos e salvos, mas eh soh. Ateh meu secador, apos usa-lo por duas vezes (e estranhar a super potencia), na terceira,  virou uma turbina de aviao, vermelho e potente como nunca, apesar de nao ter explodido, queimou.  O resultado eh que, alem de termos comprado tudo novamente, estamos agora com um monte de peso morto encaixotado na garagem. Oh, vida…
Voltando ao ponto, o fato eh que passamos o dia INTEIRINHO nessa delicia. Tudo pra aproveitar ao maximo os quase 100 dolares que pagamos de aluguel pelo dia e com isso descobrimos que, apesar de (ateh entao) nao precisarmos do carro durante a semana, ele faz, sim, muita falta nos finais de semana. Jah imaginaram, o que seria nao precisar perder um sabado de sol, e mais, poder pegar o carro e sair por aih conhecendo os arredores? Hummm, nos comecamos a pensar nisso e decidimos que vamos comprar um calhambeque :), ateh porque, com o Vinny indo pra creche, ninguem merece fazer baldiacao de trem everyday. Nao me entendam mal, nao sou fresca (nao pra isso), eh claro que isso nao seria nada demais se o pequeno se comportasse na viagem, mas a vergonha que ele nos faz passar eh tao grande com tamanha gritaria, que nao vale a pena… O desafio vai ser encontrar um carro nao muito velho, automatico, nao compacto e com 4 portas e cor neutra (porque, convenhamos, o que mais tem eh gente com gosto duvidoso) pelo preco que, no  momento, queremos e podemos pagar… aff… Em pensar que nos EUA (ah, nos EUA…) tinhamos nosso Sportage novinho em folha, teto solar (e como os espelhos da cor do carro, hehehe), super confortavel, perfeito pra familia. Ai, ai… outros tempos…
Australia rocks, mas tem coisas que soh os EUA podem oferecer 🙂

vacinacao

Ao que parece, a vacinacao aqui na Australia eh paga pelo governo (exceto vacinas eletivas, como contra gripe, por exemplo), o que me faz pensar o quanto eu teria economizado caso o Vinny tivesse nascido aqui. Mas o que mais me choca com relacao a vacinacao infantil eh como varia o calendario dependendo do pais. Tah certo, eu ateh entendo que certas vacinas sejam oferecidas somente em paises subdesenvolvidos, mas daih a mesma vacina ser aplicada em idades diferentes, dependendo do pais, ou entao ter numero de doses diferentes, ah, isso eu nao compreendo. Soh estah servindo pra deixar um pouco mais confusa nossa vida itinerante.
Sorte nossa que os australianos sao super organizados e os orgaos publicos, pelo menos os de saude, aparentemente funcionam muito bem.
Esta semana visitei o Council aqui da regiao pra me infomar direitinho sobre isso e fui super bem atendida. A pessoa que conversou comigo, analisou a carteira de vacinacao do Vinny em comparacao com a australiana e disse estar tudo certo, mas ainda assim, tirou uma copia e encaminhou pra especialista, prometendo entrar em contato me dando um parecer final. Fora isso, agora o Vinny jah tem um arquivo junto ao governo, que acompanha de perto a vacinacao infantil. Simples assim.
Pais desenvolvido eh outra estoria, dah ateh gosto pagar imposto alto.